"Sempre me pareceu excesso de ingenuidade pensar que alguém - porque nos ama, isto é, porque sozinho determinou amar-nos transitoriamente e depois nos anunciou - vai comportar-se conosco de maneira diferente da que o vemos comportar-se com os outros, como se não estivéssemos destinados a ser os outros imediatamente depois da determinação solitária e do anúncio do outro, como se de fato não fôssemos sempre também os outros além de nós."
Javier Marias
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