"Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Na Natureza Selvagem

Essa foi minha primeira leitura do ano de 2015, um livro que queria muito ler, pois há alguns anos vi o filme e ele foi muito marcante, daqueles filme que passamos dias digerindo, pensando, analisando, repensando nossos passos e nossa vida. No final de 2014 tive a oportunidade de ter o livro em mãos e comecei a ler assim que terminei as leituras do ano passado. Confesso ter ficado um pouco decepcionada, pois achava que o livro seria em formato de romance e não jornalístico. Não que eu não goste de textos jornalísticos, nada disso, é que imaginei de uma forma, não procurei saber melhor e estamos aí... rs

O livro foi escrito por Jon Krakauer, jornalista responsável por uma das matérias sobre a morte de Christopher McCandless, que preferia ser chamado de Alex Supertramp, pois queria levar uma vida como nossos antepassados levavam, um mundo sem tanta pressão, com alimentação à moda antiga, entre outros fatores. O livro mistura a vida de Chris com a vida do autor e de diversas pessoas que tentaram esse caminho de ter uma vida mais voltada ao passado. Ele tem uma leitura fácil, interessante, há uma investigação com as pessoas que estiveram com Chris antes de sua sonhada viagem ao Alasca, sua família, amigos, suas leituras e personalidade.

O filme retrata mais o lado sonhador e humano de Chris, nos trás os antecedentes de sua viagem e como as coisas ficaram tensas quando ele realmente fica sozinho e não consegue retornar para os seus. Além disso, temos uma trilha sonora perfeita feita pelo vocalista da banda Pearl Jam, Eddie Vedder, é uma trilha para se ouvir pela vida.

Acredito que a mistura da trilha com o lado romanceado da vida de Chris ajudou para que ficasse um pouco decepcionada com o livro, mas continuo dizendo, o livro é muito bom, não tira os sonhos nem o lado humano do protagonista, mas o filme ultrapassa as expectativas.

Segue logo abaixo o trailler do filme:


2015

Abandonei o blog há algum tempo, tanto por falta de tempo quanto por falta de vontade, não sentia mais vontade de escrever, de colocar os pensamentos para fora, não via necessidade mais para isso. De uns dias para cá, ao ver a animação das pessoas ao fazerem vídeos contando suas leituras, a vontade de voltar a escrever por aqui voltou, como não tenho coragem de fazer vídeos sobre literatura e filmes, resolvi retornar com o blog, Não sei se farei mudanças na estrutura dele, se continuará da mesma forma, o mundo mudou muito nesses últimos anos e tudo anda tão rápido, que é difícil ver pessoas passando por algum blog para ver alguma coisa, ainda mais sobre livros e filmes que poucos assistem... Mas continuemos, vamos ver o que consigo em 2015 por aqui...

sábado, 15 de junho de 2013

A Culpa é das Estrelas

A chamada Lit-Sick, uma corrente literária que vem para "competir" com toda a fantasia que lemos nos dias de hoje com vampiros, anjos, zumbis, entre outros, que retrata vidas humanas normais, cheias de dúvidas, doenças, tristezas, suicídios, depressão, entre outros quesitos. 
A temática não é nova, durante a história da literatura tivemos diversas obras que tinham essa temáticas e que os jovens ficavam e ainda ficam enlouquecidos com esses livros, como Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe. Livros que nos fazem chorar, livros que nos fazem relembrar casos que já passamos, livros que nos ajudam a superar determinadas fases da vida, principalmente quando estamos na adolescência. Não, não são livros de auto ajuda, são livros que nos mostram coisas interiores de seus personagens, coisas que pensamos e vivemos que não colocamos para fora, são as nossas paixões arrebatadoras, são as nossas questões internas, são as nossas dificuldades perante a morte e a vida. Eles não definem nossas vidas, só nos fazem viajar. Dentre esses livros podemos citar As vantagens de Ser Invisível, O Lado Bom da Vida e A Culpa é das Estrelas.
A Culpa é das Estrelas foi escrito por John Green, escritor estadunidense que está fazendo muito sucesso com seus livros. A obra retrata a vida de uma adolescente (Hazel) que tem câncer e é uma garota muito reclusa e que passa a maior parte de seu tempo lendo. Sua mãe, preocupada com a reclusão da filha a faz frequentar um grupo de apoio para troca de experiências sobre o câncer. Um belo dia Hazel, conhece Gus numa dessas reuniões e eles passam a viver algumas histórias e experiências que possivelmente não viveriam por conta de sua limitações. Eles passam a viver um amor desses que nos arrancam lágrimas e soluços, Gus faz coisas inimagináveis por Hazel, faz com que a vida singela deles passe a ter um colorido todo especial e um apreço maior pela vida. 
Um livro que nos faz chorar do começo ao fim, como a postagem não está com Spoilers, não é permitido dizer o que vai acontecendo de tão triste e emocionante no enredo, mas é daqueles livros que sentamos e lemos no mesmo dia e ficamos sentindo-o durante dias a fio. Conseguimos entrar dentro dos personagens e sentir como eles, aprendemos a ver a morte mais de perto, aprendemos que a vida, muitas vezes, é feita de pequenos e infinitos momentos e que precisamos olhar melhor para que esses momentos se tornem eternos.



Morte Súbita

Livro escrita por J. K. Rowling, a famosa escritora do Harry Potter nos trás questões totalmente diferentes das que estávamos acostumados a ler. É seu primeiro livro escrito para adultos, nada de bruxos, nada de vilões, nada de bichos estranhos ou corujas. Ele retrata simplesmente a sociedade. A trama está localizada na Inglaterra nos dias de hoje e começa com a morte de um líder, nada grandioso, um líder comunitário, que acreditava em seu trabalho e lutava por ele, e, mesmo assim, também cometia infrações que não são bem vistas aos olhos da população.
Podemos colocar plenamente a história dentro de qualquer sociedade do mundo moderno. Pessoas que pensam em seu próprio interesse e que não tem limites em prejudicar o próximo em favor de seus desejos, muitas vezes esdrúxulos. Famílias que vivem de aparência, o mundo das drogas e seus males e a falta de cuidado e direcionamento com os usuários, filhos que andam a solta, a mercê do que o mundo, um vizinho ou um parente possa oferecer. Um mundo doente, que não consegue solidarizar-se nem com a morte.
A leitura é extremamente interessante, podemos fazer diversas conexões com o que passamos todos os dias, inclusive em nossas vizinhanças. Talvez uma obra que será pouco lida, por não apresentar um romance como estamos acostumados e uma trama em que não saberemos o que pode acontecer. Os personagens estão a mercê deles mesmos, de suas atitudes, de sua falta ou não de humanidade. Como vivemos diariamente.


quarta-feira, 27 de março de 2013

27 de Março de 2013


Difícil não ouvir Legião Urbana e não ter milhares de coisas na mente. Há quem odeie, há quem ame... Eu sou do grupo daqueles que amam, daqueles que ouviram essas canções e sentiram exatamente aquilo que o Renato Russo sentia, que se perdiam no mundo, que se encontravam dentro dessas letras maravilhosas, que chorava as desilusões do mundo, as desilusões amorosas, os questionamentos sobre tudo, as descobertas, as verdades e as mentiras...
Março me é um mês bem complicado, meu aniversários, milhares de datas felizes e infelizes e o aniversário daquele que esteve presente em todos os meus momentos, principalmente os mais complicados, os mais tristes... Confesso ouvir muito pouco, assim como muitos dos meus heróis, mas por falta de tempo, a vida vai tomando rumos e vamos ficando longe daquilo que somos, daquilo que um dia fomos, até do que somos hoje por conta de empregos que só nos fazem desejar a sexta e o fim de semana... Ao ouvir as músicas dessa banda começo a repensar coisas, como foi minha juventude, como a juventude de hoje está perdida "a juventude está sozinha, não há ninguém para a ajudar a explicar porque que o mundo é esse desastre que aí está", sim, eu sei todas as letras, sim, repetindo, todas as letras e sempre cito em tudo, porque ainda me trazem diversos sentimentos e sensações... É engraçado que hoje eu tenho coisas bonitas para contar e mesmo tendo ainda muito tempo pela frente... Me emociona falar dele, me emociona lembrar de suas canções... Me emociona ter um aniversário tão perto do dele, de ter o mesmo signo que ele, de querer ter sido ele...

sábado, 23 de março de 2013

Carcereiros

O livro Carcereiros, escrito pelo médido Drauzio Varella, já conhecido pelo seu outro livro chamado Carandiru, que se tornou um dos melhores filmes do cinema brasileiro, trabalho durante muitos anos como médico voluntário dentro dos presídios paulistas e, com isso, fez muitos amigos lá dentro, além de ouvir e passar por diversas histórias, que ele relata em seu novo livro.
São histórias que nos deixa estarrecidos, acho que muitos de nós nunca pensamos na vida dos carcereiros, como chegam a esse posto, porque escolhem isso, como lidam com os presos, com a polícia, enfim, com o sistema.
Muitos deles vieram de vida simples e prestaram concurso para tentar uma vida mais amena, muitos deles nem sabiam o que iam encontrar, outros passaram tanto tempo na carceragem que conseguiram ver o quanto a polícia e os tipos de presos, além do respeito pelos seres humanos mudaram.
Todos eles passaram por rebeliões, alguns por sessões de tortura, outros eram amigos dos presos, uma boa tática para não serem agredidos no dia a dia. O autor faz uma comparação desses carcereiros juntamente com a vida dos presos, pois, por mais que eles saiam de lá e vão viver suas vidas depois do dia de trabalho, eles ficam presos, naquele ambiente insalubre, sem vida, cinza, vendo vidas que vão passando, pois muitos dos presos são jovens e ao invés de terem uma vida de liberdade estão encarcerados e perdendo os melhores de seus anos. 
Além das histórias muito bem escritas e curiosas, podemos começar a repensar a questão dos presidiários e as condições em que eles vivem, nas cadeias do nosso país não há como reformar esses homens, não há iniciativa de que eles estudem, trabalhem, para ganhar o próprio sustento de suas famílias que ficaram do lado de fora, além de uma chance para que o preso, ao sair, possa ter uma vida fora da criminalidade, recuperar sua dignidade e seguir em frente, com novos valores e conhecimentos. Depois do episódio dos 111 presos mortos na década de 90, podemos ver que a formação de facções dentro dos presídios está cada vez maior e cada vez mais perigosa, tendo em vista a quantidade de assassinatos de policiais no ano de 2012, isso em São Paulo, fora o que já vemos em outros estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, que tem a formação do comando vermelho desde fins da década de 70.
Vivemos de resquícios mal feitos da nossa ditadura, dos governos anteriores, como do próprio Getúlio Vargas, de épocas imemoriais em que tudo se resolvia (ou se revolve?) na porrada. Que nos gera problemas gigantescos, que vemos em todos os dias nas nossas vidas. Principalmente para quem mora na periferia de São Paulo.

sexta-feira, 22 de março de 2013

O Lado Bom da Vida

O livro, O Lado Bom da Vida, escrito por Matthew Quick, que foi professor e depois de uma viagem até a América do sul resolveu escrever e entrar em outra conexão com o universo, é um daqueles livros que achamos que não haverá conexão alguma com qualquer, que é um simples livro de auto ajuda ou algo nesse sentido. O que nos deixa totalmente enganados, é um livro maravilhoso, daquele que sentamos e vamos lendo sem ver o tempo passar, repensando algumas coisas de nossas vidas, refletindo sobre a loucura, a perda, o amor, o desamor, a traição, a amizade, família e até em jogos de futebol americano.
O livro conta a história de Pat, que teve um casamento decepcionante e por conta de uma traição acabou indo parar num hospital psiquiátrico, passando alguns anos de sua vida sem se lembrar de seu grande trauma e achando que saindo de lá voltaria a estar com sua esposa. Com o passar do tempo, sua mãe vai buscá-lo no hospital e o leva para casa, onde ele recomeça do zero, sem emprego, com uma família desestruturada, pois seu pai não consegue se carinhoso com ele, nem com seu irmão e muito menos com sua esposa, que faz de tudo para que Pat possa se sentir bem e recuperar-se de seu trauma. Pat, durante a estadia no "lugar Ruim" como ele mesmo menciona no livro, começou a malhar para que ficasse com o corpo igual ao de quando conheceu sua esposa e ao sair da clinica mantém o hábito. Num jantar na casa de um amigo, conhece Tiffany, que passou por problemas tão ruins quanto os dele e estava lutando para sair de sua depressão. Eles passam a corre juntos e se tornam amigos. Tiffany se apaixona por ele e com isso lhe faz uma proposta que Pat começa a achar que pode mudar sua vida e enfim voltar com sua esposa. O tempo passa e algumas mentiras vão aparecendo, quando, num relance, ele começa a se lembrar do porque ter ficado tanto tempo numa clínica psiquiátrica e a romper com seu passado iniciando um futuro que já estava ali presente há um certo tempo.
A história pode não parecer muito comovente, mas quando começamos a ler podemos ver tamanha profundidade e peculiaridades que não achamos tão facilmente, podemos ver intertextos dentro da obra, ele cita diversos livros, livros que podemos levar para nossas vidas, em sua maior parte tristes, mas quem disse que a vida pode ser sempre feliz? É preciso analisar porque o autor colocou justamente essas obras para conversar com o personagem principal. Podemos ver, dentre os diversos livros, O Apanhador no Campo de Centeio, que nos ajuda a ver o quanto podemos estar perdidos e o quanto a vida é simples, é um livro maravilhoso, que pode ser lido por qualquer idade, mas que faz a total diferença quando o lemos quando somos novos, quando ainda temos diversas duvidas e sonhos. Podemos ver que Pat está passando por isso, e que ler o livro talvez o ajude a se reencontrar. Pat fica triste ao ver que todos esses livros sao tristes até entender que muitas vezes eles só estão por aí para nos falar mais sobre nós mesmos, sobre as épocas em que vivemos, sobre o que o mundo nos diz. Além de canções que marcaram sua história e que são elos para que ele retome sua vida e saia da crise.
Além do livro, há o filme, que foi recentemente lançado no cinema, claro que não é fiel a obra, mas não deixa de ser um filme magnífico, que desperta a curiosidade para a leitura do livro e se apaixonar cada vez mais pela história do nosso querido Pat People.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

As Vantagens de Ser Invisível

O livro As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, que é um autor estadunidense, que, além de escritor também é cineasta é um livro incrível, que fala sobre muitas questões que passamos no correr da adolescencia, medos, desilusões, encontros, desencontros, alegrias, tristezas... 
Num primeiro momento ele pode parecer ser meio bobo, mas é de uma profundidade imensa, ele é escrito em cartas, onde o narrador Charlie, conta sua vida durante um ano para uma pessoa que ele não conhece e provavelmente nunca vá conhecer. Charlie passou por momentos delicados em sua vida, um garoto fechado, sem amigos e seu único amigo comete suicídio e ele nunca descobre o a causa, já que seu amigo se foi sem nunca deixar margem do que possa ter lhe causado tanta dor.
Ao inicia o Ensino Médio, Charlie encontra um casal de irmãos (Patrick e Sam) e logo vira amigo deles, passando a viver histórias encantadoras e a finalmente começar a fazer parte de um grupo, Charlie se apaixona por Sam, a irmã, mas acaba namorando outra garota do grupo e por conta disso acaba armando problemas que ele não consegue resolver prontamente, assim como todos nós já passamos ou vamos passar por esse tipo de situação. Ele volta a se isolar, voltando a amizade com os amigos com o passar do tempo, ao defender seu amigo de problemas com relação a preconceito. Além da temática morte, temos também a questão do homossexualismo, já que Patrick é gay e tem um caso com outro garoto que tem namorada e é popular, além de ser daqueles machões jogadores de futebol americano. Patrick vai a diversos lugares onde se pode encontrar um par, podemos perceber que a sociedade, tanto a estadunidense quanto a nossa, ainda é muito preconceituosa com relação a esse assunto. E talvez uma das temáticas mais dramáticas e complicada da trama se encontra na questão do abuso sexual tanto em mulheres quanto a pedofilia, suavemente isso é falado no livro, como são cartas, Charlie tenta ser o mais fiel sem ofender seu leitor e, ao ler, ficamos estarrecidos com o fato e como a mente humana pode esconder determinadas coisas que passamos durante a infância, trazendo a tona com apenas um gesto.
O que mais impressiona na leitura são os livros que Charlie lê durante o romance e as músicas que escuta. Seu professor de Inglês vê seu potencial e lhe dá livros maravilhosos para que ele leia e faça trabalhos em cima desses livros, leituras que são maravilhosas para se aprender mais sobre a vida e superar anos que podem ser os melhores, mas também o mais carregados que possamos ter. Não são livros de auto ajuda, como temos visto nas livrarias e sim clássicos da literatura universal, como O Apanhador no Campo de Centeio, Hamlet e On The Road. As músicas que ele escuta e costuma gravar em fitas K7, sim em fitas k7, são lindas, sua banda predileta é The Smiths, com suas letras tristes, mas que falam exatamente o que estamos sentindo em determinados momentos.
Por fim, Charlie, depois de uma grande crise decide ir viver, decide conhecer outros mundos e outras pessoas, fazer sua vida valer a pena e superar seus medos e fracassos, como todos nós acabamos fazendo em algum momento de nossas vidas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Hospedeira

O romance foi escrito por Stephanie Meyer, a autora consagrada pela saga Crepusculo, que foi ao cinema e conquistou milhares de leitores e também, como era de se esperar, milhares de criticas. Publicado em 2008 já vendeu inúmeras copias pelo mundo e agora irá para as telonas.
Meyer é estadunidense e formada em literatura inglesa e A Hospedeira é sua primeira obra que foge da temática presente em Crepusculo. O livro é uma ficção cientifica que tem um belo romance em seu enredo e com inúmeras dificuldades, o que nos faz refletir sobre muitos aspectos humanos e muitas de nossas atitudes.
Por mais que seja um livro de leitura fácil e uma história que não é tão surpreendente, pois muitos já falaram sobre a vinda de outros seres para a terra, de destruição da humanidade, entre outros, ela inova nos transformando em hospedeiros de "almas" alienígenas, que vem se "hospedando" em outros seres em vários outros planetas, como de golfinhos, aranhas e flores. para eles a experiência é única, pois nunca sentiram as emoções que os humanos sentem e eles tem um agravante que não temos, a bondade. Eles não precisam pagar por suas compras, não ultrapassam o limite de velocidade, não mentem e ajudam uns aos outros. É claro que temos o outro lado da moeda, nós, os humanos, perdemos nossos corpos e sumimos para sempre desse mundo sem fim. Alguns não saem dos seus corpos, convivem juntamente com esses parasitas alienígenas e são chamados de rebeldes, pois são tão fortes que não saem do seu próprio corpo com facilidade, é isso que acontece com Peg e Melanie. Peg se hospeda no corpo de Melanie que se recusa a sair e as duas passam a conviver no mesmo corpo, vivendo os mesmos sentimentos. Com isso elas passam a correr atrás dos humanos que Melanie tanto ama, que estão escondidos e não as acolhe da melhor maneira possível e aí se inicia a trama que dá inúmeras voltas fantásticas, inclusive algumas reflexões, sobre nós humanos, sobre o que é ser humano, porque é tão fantástico e porque é tão triste também... 
Caimos mais uma vez na questão do amor, foi ele quem levou Melanie a não sair de seu corpo e, de certa forma, fazer com que Peg fosse buscar os entes de sua hospedeira. E por amor a eles, temos diversos sacrifícios, diversas discussões... O amor pelo outro, que quase não mais vemos por aí, o amor pela vida, a garra de querer estar consigo quando vemos as pessoas enxergarem só o próximo, apontar somente o que o próximo tem de melhor ou pior e sem olharmos para nossas virtudes e tristezas... É um romance para que possamos olhar dentro de nós e vermos o quanto somos importantes... Não é auto ajuda, longe disso, mas as leituras precisam despertar alguma coisa dentro da gente e essa história não é melosa como crepúsculo, ela é mais densa e mais pesada também... Há quem não acredite em vida longe da terra, mas será que não seria muita pretensão pensar que estamos sós??

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O mundo se Despedaça

Sim, nesse livro podemos ver um mundo se despedaçar completamente, se emocionar com uma vida que hoje não se vê com muita facilidade na África, depois da partilha e da colonização europeia... Uma história que, muitas vezes, nos dará lágrimas, tristezas, incertezas e revolta... Uma cultura que em muito se difere da nossa e ao mesmo tempo tem elementos que estão presentes o tempo todo, como certas crenças, certas frases... Afinal, também somos África não é? O final que temos é surpreendente e também de muito impacto, assim como cada paragrafo, cada frase, cada vida presente nesse romance.

O livro O Mundo se Despedaça, Companhia das Letras, 2009, publicado pela primeira vez em 1958, pouco antes da independência da Nigéria, se tornou um dos livros mais importantes da literatura nigeriana moderna e escrito pelo autor nigeriano Chinua Acheb, que é dos autores africanos mais conhecidos do século XX e suas obras apresentam a influencia da cultura ocidental na africana.
A leitura é linear e tranquila. O romance conta a historia de Okonkwo, um guerreiro de etnia Ibo, em Umuofia, que se encontra no sudeste da Nigéria. A história acontece em torno de sua vida, além de elencar diversos aspectos da vida africana cotidiana, como seus costumes, cultura e religião e a transição da entrada da cultura europeia, assim como sua religião na Africa.
Podemos ver inúmeros detalhes com relação a cultura africana, em como a oralidade se fazia presente e os membros da sociedade eram respeitados, principalmente a sabedoria dos mais velhos, assim como suas punições, já que Okonkwo comete um delito, e mesmo sendo acidentalmente, ele tem que pagar por isso, assim como sua família, que precisa estar onde ele estiver. Depois desse fato, o protagonista volta para o seio da família de sua mãe, que é o que acontece com famílias matrilineares, que giram em torno das mães, por isso que poucas mulheres eram escravizadas e trazidas para de lá, elas eram muito mais importante lá em suas terras de origem do que em outros lugares.
A importância dos grandes chefes e guerreiros pode ser vista de forma muito clara, são eles que aconselham e dizem como os outros devem agir. O grande sonho de Okonkwo era se tornar um deles, já que seu pai foi considerado um fraco e ele não queria ter o mesmo destino, mas se perdeu quando comete o assassinato de um membro de seu clã, ficando afastado por sete anos de sua terra e suas riquezas. Ele foi aceito quando o tempo passou, afinal seu delito foi acidental, mas mesmo assim muita coisa se perdeu durante esses anos de reclusão, inclusive a entrada do homem branco na Africa, algo que lhes parecia exótico, pois o único contato que tinham era com homens albinos. Esses homens brancos foram chegando e impondo seus costumes, religião, sobrepondo suas crenças acima das crenças africanas, que foram cada vez mais diminuindo e sendo feitas em locais cada vez mais isolados, em florestas.
Sua alimentação básica é o inhame, Okonkwo tem sua plantação que é grande e ele consegue manter todas as suas famílias através dela, o que representa que ele era um homem de grande renda, já que na cultura africana só pode ter várias esposas aquele que consegue sustentá-las muito bem e há uma hierarquia entre elas, diferença entre as idades e outros quesitos.
Num primeiro momento as crianças africanas andavam juntas com as europeias, mas os europeus foram tomando cada vez mais espaço e tendo cada vez mais adeptos africanos em sua religião e modo de pensar, pois os europeus lhes oferecia educação, comida e outros atrativos que eles não tinham, muitos que passaram a seguir essas novas doutrinas foram rechaçados por seus pais, pois eles acreditavam que o europeu estava errado e estava corrompendo seu povo. Muitos passaram a se isolar em florestas para continuar a realizar seus ritos e crenças, ficando cada vez mais longe do homem branco.
Okonkwo é um oposicionista dos missionários, ele não conseguia acreditar na quantidade de conterrâneos que se converteram ao cristianismo, no entanto que, no final da obra, ele comete suicídio depois de matar um branco. O mais interessante nessa cena é o que seus companheiros fazem justamente quando ele morre, segundo os ritos, quando se comete suicídio ninguém pode tocar em seu corpo e fazer seu enterro e eles pedem para o os homens brancos o faça.
O que mais nos toca nessa obra é ver a transição e transposição de uma cultura sobre a outra. A perca dos costumes, a intolerância da policia europeia com os habitantes, a perca de memoria do povo, já que eles tem uma cultura totalmente oralizada, as experiencias, o aprender com os mais velhos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os Fantasmas Se Divertem

E não, não é um post sobre o filme... Que aliás eu preciso rever... É sobre fantasmas que insistem em estar em nossas mentes e vidas por muito tempo, não porque deixamos que eles fiquem nos enchendo de medo, mas porque não há nada nessa vida que os faça sumir de nós... Seja pela falta de alguma realização, seja pela consciência que ficou culpada por algum acaso... Alguns conseguem prosseguir com esses fantasmas numa boa, eles ficam ali escondidinhos nas mentes e depois se vão, outros tentanto procurar pelo inferno dos outros, que é o que eu mais vejo, é um tal de apontar o dedo para o outro que as coisas chegam a ficar desenfreadas. Não posso dizer que nunca apontei o dedo para alguém, mas nada que possa ter magoado, pois apontei dentro de mim, não acho que sou a fodona para ir até a pessoa e dizer quais são seus defeitos e as merdas que ela está fazendo sem que haja uma permissão prévia como muitas pessoas já fizeram comigo numa tentativa de fugir de si... Ao contrário, eu não fujo de mim. Eu não posso fazer isso. Se fugir as coisas vão ladeira abaixo e começo a viver a vida dos outros e não a minha... E por pior que seja, pelo menos eu tenho a minha vida, os pesadelos e as tristezas são meus... Que graça tem viver a vida dos outros?? Que muitas vezes é tão triste ou mais triste que a minha... As pessoas tendem a mostrar aquilo que possam colocá-las acima dos outros mortais, é uma eterna briga onde todo mundo quer ser herói de alguma coisa, herói de alguém e não conseguem nem ser heróis de si... Simplesmente porque não conseguem nem olhar para si mesmos diante do espelho, não digo olhar para fazer a barba ou passar um batom, mas para ver as rugas surgindo, as preocupações, o tempo passando, a vida andando ou estagnada... É difícil né? É ruim nos encarar no espelho e ver uma imagem cheia de conflitos e dores, é difícil saber que temos defeitos e que temos um monte de coisa ruim para contar... Eu não sei deixar de repensar minha vida... Estou chegando aos 30 e estou vendo um monte de merda que fiz na vida, quantos caminhos eu pude seguir, quantas coisas eu poderia ter feito, quantas pessoas eu deixei de lado e quantas eu valorizei sem que precisasse, quantos avisos eu ignorei, quanta coisa deixou de acontecer... E quanta coisa aconteceu, sejam boas ou ruins... Mas muitas vezes quando queremos muito uma coisa acabamos ficando cegos para o restante do mundo, lutamos em prol de uma coisa só e esquecemos o restante... "E agora pago os meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez..." Grande Gessinger, o cara que sempre tem algo sobre meus pensamentos para dizer... 
Tive um sonho horrível essa noite, mostrando a bagunça em que minha mente se encontra, por incrível que pareça quero voltar a trabalhar, vou me sentir melhor e com outros fantasmas correndo solto dentro da minha mente... Afinal não dá para ser tão egoísta e achar que eles vão ficar sozinhos né? Tem coisas que só a minha mente trás... Enfim, enquanto isso eles se divertem e eu vou seguindo como posso, podendo olhar sempre no espelho e vivendo da melhor forma possível...
Esse ano promete...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Enfim, acabou!


É, essa é a sensação... Às vezes achamos que as coisas vão mudar só porque mudamos o ano, mas algumas coisas continuam da mesma forma, as pessoas não mudam, elas só passam por pequenas demonstrações de afeto que o fim de ano e o espiríto natalino ainda trazem. Digo ainda, pois muitas vezes acho que isso irá se perder. As pessoas andam cada vez mais agoístas e malucas, cada vez mais pensando em si e esquecendo que não dá para viver sem o outro na nossa vida, esquecem ensinamentos de Vygotsky, e de outros mais que sempre diziam, que o ser humano depende do outro para poder viver, pois o homem vive em sociedade, ele é sociável. Onde está essa sociabilidade? Onde estão os caras que tinham amigos? onde está a amizade? A familia? O pilar das pessoas? Volto ao blog depois de uma ausência gigantesca, ainda com algumas das mesmas perguntas, algumas respondidas, perguntas novas e sonhos realizados... Claro que esse é um blog particular e eu só quero colocar ideias em ordem e ver que o dia é mais simples do que se pensa, que a vida é muito mais tranquila do que vejo. As pessoas complicam demais... Se consomem em nada... Enfim... O ultimo dia de dezembro sempre será igual ao primeiro de Janeiro, para alguns, um recomeço, para outros somente um feriado para descansar dos dias exaustivos no trabalho, para outros, um dia para se embebebdar e sair por aí dirigindo, pois vivemos num país onde pessoas irresponsáveis andam por aí guiando carros como se fossem brinquedos, matando pessoas que tinham tudo pela frente... 
Hoje, ao acordar, vi no Facebook de uma amiga um clipe do Titãs chamado miśeria e ela se questionando se estavámos cada vez mais marginalizados ou se ela que havia mudado, pois ela está morando no Chile, infelizmente não foi só a mudança nela, estamos cada vez mais miseráveis aqui na periferia, cada vez mais parecemos animais, cada vez mais vejo crianças drogadas, entrando no mundo do crime, cada vez mais vejo desrespeito com as pessoas, antigamente se roubava de pessoas ricas, hoje se rouba do próprio vizinho, hoje temos medo de sair de nossas casas por não sabermos mais o que iremos encontrar... Será que tudo está perdido? Será que só no Brasil vivemos isso?
Nem tudo são flores como nos mostra a mídia, nem tudo é tão ruim assim também, existem bons trabalhos e gente interessada em mudança. Quando ela virá? Não sei, nem sei se estarei aqui para vê-la... Como diria um professor meu, o mundo nunca foi assim, está assim a pouco tempo, logo, a probabilidade de uma humanização pode vir a ocorrer... Foi a única frase que ouvi durante a minha graduação que em deu esperança... Pois estudar história, muitas vezes, nos deixa descrente, pois todos os lados da moeda parecem só querer poder e acabar com aquele que está mais embaixo. Vamos viver pela vida e viver um dia de cada vez...
E que venha mais um ano, que terá sorrisos e lágrimas, como todos os outros...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Passando o Passado a Limpo

Vivo repassando o passado a limpo... Ouvindo um cd do Red Hot... Agora a pouco estava ouvindo R.E.M. coisa que não costumo fazer mas o som estava me fazendo bem... Minha vontade é de cantar... Realmente cantar ajuda muito a tirar toda a energia do mal que temos dentro do nosso corpo, toda aquela coisa embolorada que fica, energias alheias que vamos pegando, pensamentos ruins e roltos que vão ficando... Essas coisas... E eu tenho precisado muito colocar energias para fora, está tudo tão acumulado que não tenho vontade de fazer mais nada... A decepção com o ser humano, a decepção com o mundo que parece ser sempre o mais do mesmo, com pessoas que eu achava geniais e que são o sempre mais do mesmo... Com aquelas que eu achava que poderia contar e num passe de magica se tornaram outras pessoas... São coisas que a gente acaba acostumando, mas custa muito até isso acontecer... Tenho lido o máximo que posso, me mantém perto da sanidade, que juro quase estar perdendo... Por problemas? Talvez não... Mas por ainda estar procurando um lugar no mundo, custa você saber que sempre estará nessa procura e assim vai continuar por um longo ou todo tempo... Isso chega aser até bacana, pois você não fica parado no mundo e no tempo, você sempre busca mais e mais e mais... Se isso vai satisfazer, eu não sei... Mas não é legal ser uma pessoa vazia... De forma alguma... Californication... Me lembra muito o tempo em que estava na escola, em que não havia nenhuma preocupação, trabalhar, ganhar dinheiro, era tudo tão facil e tão bacana... Mas temos que crescer né? E enfrentar o mundo adulto, que pode ser mais vazio e mediocre do que acreditamos ser. Aerosmith... Dream on... Fase boa, de cartas e conversas de horas ao telefone... Acho que ninguém mais fica horas no telefone como era há alguns anos atrás, todos estamos conctados na www. Mais impessoal ainda, se telefone já o é, imagina por aqui... Fingimos estar conectados há pessoas que não vemos há anos e que vivemos falando que vamos marcar de encontra-las e isso nunca acontece. É bom sim quando esse contato també acontece na realidade, quando se mora longe de determinado amigo, mas que você consiga encontrá-lo de vez em quando na estrada da vida, que consiga ter uma conversa concreta não o só "E aí blz?". Viver talvez seja mais simples do que parece. Vejo o Facebook, cheio de gente, todo mundo quer ver minha vida, mas ninguém está dentro dela, poucos são os que realmente vale a pena deixa meu album de fotos aberto, que quero que vejam minha frases, minha conversas... E muito poucos aqueles que quero ver atualizações, saber se está bem, onde está... A gente acaba filtrando muita gente e muita coisa... Quer dizer, nem todo mundo... Eu costumava não filtrar, mas depois passei a deixar lá só quem me interessa, quem coloca algo decente para se ler, alguém que eu possa levar pela vida a fora... Me fechei também, não sei porquê tanto interesse pela vida alheia... Sempre lembro de uma citação de que as pessoas se preocupam com os outros porque não querem enxergar a elas... Complicado... O maximo do egoísmo... Mas algumas pessoas são assim mesmo e algumas coisas são construídas dentro da nossa história... O eterno homem cordial... Homem cordial esse que me tirou até noites de sono para entender um processo tão arcaico que ainda temos nos dias de hoje... Esse curso de história me deixou mais depressiva do que já era... rs.
Esses dias li uma série de 3 livros que foram feitos para o publico jovem, achei que se tratasse de coisas no estilo Crepusculo, mas o buraco era mais embaixo... O livro fala de política pura e de muita dor também. é a saga dos Jogos Vorazes, que se passam em Panem, um páis que vive sob uma ditadura e que o governo faz todo ano uma edição desses Jogos Vorazes onde cada distrito manda um garoto e uma garota como tributo para morrerem na arena e sobrar somente um, para relembrar quem é que manda e evitar uma rebelião. E daí só pode ficar pior, pois sabemos na vida que sempre existem aqueles que sem opoem ao governo e que se tornam rebeldes lutando por alguma mudança de governo, pela queda de um regime e, como já podemos ver em alguns eventos da história, que, muitas vezes mudam-se apenas os nomes, as estruturas permanecem... Não vou falar o enredo do livro, acho que vale a pena dar uma conferida, uma repensada. E sem preconceito... Leitura sempre é leitura... Não consegui encontrar momentos de alegria profunda dentro do enredo, ele te sufoca, ele te deixa triste, vc torce para que o final seja algo magnifico e não, é como a vida, tudo seguindo um ritmo cinza, morno, meio sem sal... E está aí a grande sacada desse livro... Podemos trazê-lo perfeitamente aos dias de hoje, poucos são aqueles que estão juntamente conosco, aqueles que achamos que sempre serão nossos se perdem na primeira esquina, se vendem a preços tão baratos e em nome de nada que deveriam virar poeira... Sim, eu odeio o Gale... rs E algumas atitudes da mãe dela... Apesar de entender algumas coisas que a mãe faz... Existem pessoas e pessoas, cada um lida com a dor da melhor forma possivel para si. É complicado, mas a cabeça entra meio que me parafuso... Assim como a nossa ao ler, parece que você vai sendo rompido assim como a Kat, nossa heroína... Eu tenho achado que minha cabeça vai rachar... Mas vamos até onde as coisas vão, muitas vezes é bom perder a sanidade, pois esse mundo que se diz moderno é o atraso em pessoa!
Enfim, vamos seguindo, fiquei meses sem conseguir escrever aqui e colocar as ideias em ordem, talvez por isso que estou tão sem sanidade... E o tempo corre, ainda bem, quero muito que chegue o fim desse ano, desse ciclo que talvz nem tivesse que ter sido começado...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Offer - Alanis Morissette

Who, who am I to be blue
Looking my family and fortune?
Looking my friends and my house?
Who, who am I to feel dead?
And, who am I to feel spent
Looking my health and my money?
And where, where do I go to feel good?
Why do I still look outside me
When clearly I've seen it won't work?
Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generosity has me disabled by this
My sense of duty to offer
And why, why do I feel so ungrateful?
Me who is far beyond survival
Me who's seen life as an oyster
Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generousity has me disabled by this
My sense of duty to offer
And how, how dare I rest on my laurels?
How dare I ignore an outstretched hand?
How dare I ignore a third world country?
Is it my calling to keep on when I'm unable?
Is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generousity has me disabled by this
My sense of duty to offer
Who, who am I to be blue?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Janis Joplin - Little Girl Blue

Chega de coisa do mal por hoje... Hoje seria aniversário da maravilhosa Janis Joplin, aquela que me encanta sempre, que eu amo ouvir sempre, que esteve presente em todos os momentos da minha vida... Uma das melhores descobertas que tive na vida... Esses dias terminei um livrinho que fala sobre ela Janis Por Ela Mesma, livro beeeeem fraco e muito repetitivo... Gostei mesmo de Com Amor, Janis e Enterrada Viva, duas biografias ótimas sobre essa mulher que ultrapassou todas as barreiras, que fazia o que queria, mas sentia todas as dores do mundo... Uma perca para o mundo da música inigualável... Uma estrelinha que brilha sempre e sempre... Pelo menos na minha casa ela brilha quase todos os dias...

Essa Porra de Luisa

Estou ficando cada vez mais estressada nessas férias... Confesso que é difícil abstrair tanta merda na televisão e isso porque nem assisto, as coisas se espalham tão rapidamente que se tornam febre e todo brasileiro canta e fala e nem sabe o que está falando... Aliás, brasileiro nunca sabe de nada, só das ultimas fofocas da semana, da novela, que basta ver um capítulo e já sabemos como será a trama, de músicas sem nexo... Sim, são vitimas do sistema... A partir do momento em que você não tem acesso a cultura, por mais que tenham coisas gratuitas, quem vem da periferia não consegue ir, mora longe, a condução é cara, a situação dos ônibus é horrível... Fora a escola, meu pai como tem professor que ganha dinheiro sem fazer nada e só sabe ter aquela mesma conversinha idiota de sala de professor... E aquele que faz é crucificado... Tá na hora de determinados preconceitos acabarem e todo mundo começar a fazer sua parte... Não tá feliz, faça outra coisa... Isso mesmo, se renove, faça algo melhor por si e pelo mundo... Porque ficar no mesmo discursinho e colocar a culpa no governo não tá dando mais certo não... Todo mundo que vai dar aula sabe dos problemas da educação, da falta de salário decente, das condições dentro da escola e, se é para lutar, que 100% tire sua bunda da cadeira e vá lutar... Demagogia não leva a nada... Xingar o mesmo cara que você elegeu também não... Me dói ver todos os dias o que as pessoas perdem, como elas são maquinas, massa de manobra para o Estado... E todo mundo pseudo feliz...

Hurt - Johnny Cash


Ouvir essa música tão tarde só pode dar em dor... Aquela eterna dor que insiste em nunca ir embora... Que achei que passaria com a adolescência, mas ela continua aqui... Um vazio... Fica ali, rondando, rondando e nunca vai... Tira dias de folga mas volta, com toda a sua força e grandeza... Queria ter um cigarro por perto, mas eu nem fumo, senti uma vontade imensa de sentar numa sala que não é a minha, com um livro que não é meu e acender um cigarro, pegar um copo de whisky e deleitar o momento, um momento tão solitário, mas tão cheio de tudo, de significação, de significado. Às vezes momentos solitários são tão difíceis de acontecer, precisamos chorar, precisamos sorrir, mas não podemos, porque resolvemos vestir uma máscara e ela precisa funcionar, precisamos ser aquilo que a sociedade quer que sejamos... Não podemos chorar, não podemos estar sozinhos, não podemos relaxar... E com isso vamos nos machucando, nos corroendo, nos consumindo dentro de nós mesmos e nos perdendo da nossa essência, dos nossos sonhos, dos nossos valores e aprendemos a não mais tentar romper com o mundo... Com a pseudo vida...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Into The Wild

Filme fantástico. O vi hoje a tarde e isso me fez ficar pensando e pensando e pensando... Discuti sobre ele com uma amiga e chegamos ao ponto comum de quem não tem como se viver sozinho. Não estou falando de relacionamentos amorosos, sim da questão de que todo ser humano precisa do convívio humano para sua sobrevivência. O filme foi baseado num livro que se baseia numa história real. Um jovem que resolveu viver sua liberdade e ficar um tempo sozinho no Alaska. Não sei se ele pirou nas coisas que leu, ele era muito jovem para ler tudo aquilo... A gente acaba pirando mesmo aos 18 anos... Cris, que se tornou Alex supertramp (e eu fiquei lembrando da banda o filme todo), se formou na High School e sumiu, fingiu que ia para a faculdade mas tomou outro rumo e foi viver. Conheceu diversas pessoas, todas elas queriam que ele ficasse com elas e ele sempre no seu intuito de ir para o Alaska, ele trabalhou, lutou e conseguiu sim ir para o tal lugar e ficar os dias que ele queria... Mas não pensou que poderia lhe ocorrer o que lhe aconteceu depois... E para chegar a conclusão de que o homem não pode viver sozinho, ele precisa do outro, seja numa relação de família, num relacionamento amoroso, amigos... No filme parece que a vida fica o tempo todo dizendo a ele que é isso, que viver é estar com o outro e aprender sobre isso, mas ele quer seguir sozinho, sair desse mundo, dessas vidas tão vazias e tão bandidas, ele não aguentava isso... Essa solidão toda, que ele sempre buscava tem muito a ver com esse individualismo que o capitalismo nos trás... Podemos ver que não é só o individualismo egoísta que está em nós e sim essa vontade imensa de estar longe de tudo, longe das pessoas, não termos mais relações. Podemos contar nos dedos quem temos como amigos e creio que está cada vez mais difícil de conseguir se ter um amigo, uma relação boa com a família, o respeito com o próximo. Somos sim mercadoria. Infelizmente. Eu entendo essa fuga de Alex, às vezes precisamos mesmo estar somente conosco para colocarmos a cabeça em ordem, para que possamos amadurecer, mas também é preciso que tenhamos olhos para aqueles que estão ao nosso redor, a liberdade nem sempre é encontrada na forma em que é pregada. Se prender também faz parte do aprendizado, amar, sentir dor... Ele fugiu de tudo isso para no final se dar conta de que sozinhos não somos nada... Uma grande mensagem para o mundo moderno, mas ninguém parece estar ligando para isso... As pessoas sempre acham que vão seguir, mesmo depois de terem maltratado ou agido de ma fé com alguém e que nunca mais vão encontrar essas pessoas, que nunca ninguém vai magoá-las... E não é assim que a banda toca... Nós vivemos encontrando as pessoas por aí, as que nos fizeram bem, as que nos fizeram mal... Sempre... Sempre estão soltas por aí e mesmo assim as pessoas parecem não aprender... Achei o final muito triste... Daquele que ficam doendo e que ficam na gente remoendo... Os pensamentos ficam soltos, o que é a liberdade?? Ela existe?? Passamos a vida inteira procurando, caçando e nada... A liberdade é tudo e é nada... Eu concordo sobre a renuncia de algumas coisas... Como para que ter um carro melhor se aquele antigo nos serve de alguma coisa? Ele faz questionamentos maravilhosos durante a película, sobre as frivolidades do mundo moderno, ele quer voltar para a vida natural, olhar para trás e sentir como seus ancestrais, ver a razão de muitas coisas... Sua vida vai mudando dentro do filme ao mesmo tempo em que ele vai passando pela vida das pessoas e modificando a delas também... Ele deixa um pouco de sua liberdade dentro dos outros, a vontade de seguir em frente, de correr atrás daquilo que realmente queremos... Sem aceitar rótulos... Correndo os riscos...
A trilha sonora do filme é fantástica, feita por Eddie Vedder... Nem preciso falar mais nada, eu adoro! Com letras maravilhosas...

Into The Wild

Título original: (Into the Wild)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Sean Penn
Atores: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone.
Duração: 140 min
Gênero: Drama

Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/na-natureza-selvagem/

Mulheres

Não é um post literário da obra de Molière... É sobre a violência que nós mulheres sofremos todos os dias. Tem-se falado muito sobre a questão do estupro na mídia em geral, por conta de um possivel estupro ocorrido num dos programas de maiores ibopes da televisão brasileira: o Big Brother. Confesso nunca ter assistido a uma edição inteira, quem me conhece sabe que minha paciência não é lá muito grande e para coisa que são sempre iguais e frívolas, piorou. Aquilo mostra um pouco da nossa sociedade, pessoas vazias, sem conversas proveitosas, sentadas dentro de uma casa, um querendo derrubar o outro para ganhar uma miséria... Sim é uma miséria levando em consideração o quanto de exposição que uma pessoa tem ali. Você mostra seus podres, seus desejos, você deixa de ter atrativos ao se mostrar por inteiro... Ao mostrar seu pior lado por causa de um jogo, você deixa sua humanidade de lado e passa a mostrar aquilo que você tem de mais animal que tem... Em nome de nada... É claro que sei que, se o bbb fosse feito com pessoas do meio intelectual, ele não teria a graça que tem para o povo, primeiro porque ninguém ia entender e segundo, não teríamos os barracos e a baixaria que o povo gosta de ver... Estamos aí... Séculos depois e ainda vivendo a prática do pão e circo romano... A polêmica agora gira em torno de um possível estupro ocorrido no fim de semana passado. E surge o eterno comentario sobre a questão da mulher e a violência contra ela na sociedade. E sempre temos que nos deparar com idiotas que falam tanta porcaria que seria melhor que esses meliantes não existissem... Coisas como, se mulher beber muito, tem mais que ser abusada, pois ela pede, que mulher que usa roupa curta está pedindo para ser estuprada... Olha, isso é coisa de gente que já fez ou morre de vontade de fazer e coloca a culpa no outro. Ninguém tem nada a ver com o tamanho da minha saia ou da saia de qualquer mulher, do decote que usamos ou se bebemos além da conta. Se for assim, os homens também poderiam ser abusados, eles andam sem camisa, bebem loucamente... Precisamos é de respeito... Se a menina está bêbada, o cara não tem que ir lá boliná-la, ele não tem que mexer com a moça da saia curta. Se a mulher não quer, não existe quem a obrigue e isso é sim caracterizado como crime. E isso acontece todos os dias... Dentro dos lares, nas ruas, nas baladas... Hoje li um texto, que infelizmente não me recordo o site, em que a autora fala que muitas vezes temos que salvar nossas amigas dos caras durante festas e baladas e isso é bem verdade, quantas vezes temos que fingir que somos lésbicas para que os caras saiam de perto, temos que sair com amigos homens para nos sentimos protegidas desses caras idiotas que não se dão conta... Hoje em dia, sexo é uma coisa muito fácil, não tem porque um cara ficar enchendo a cara da garota e comer uma morta, porque alguém bebado que está quase em coma tá quase morto... Eu sinto nojo disso, nojo dessas pessoas ridículas, sem opinião e machistas e o que me dói mais é ver mulher defendendo esse tipo de opinião... de que mulher de roupa curta merece... Isso é despeito, só pode ser... O tamanho da saia não dia quem a moça é... Outro dia discutindo sobre a violência aqui em São Paulo, comentando sobre chegar em casa muito tarde da faculdade e ter a necessidade de alguém ir me buscar na rua, pois meu medo e de muitas amigas minhas não é de ser assaltada e sim de um maluco vir e abusar de mim e todos os problemas que vem junto com isso. Que sociedade é essa na qual não temos medo dos ladrões e sim de sermos abusadas... A sociedade está cada vez mais doente... E as estatísticas mostram, a maior parte das mulheres violentadas não estavam de roupas curtas, nem decotes... Para o doente que vai fazer esse tipo de coisa, a presa precisa estar em condições "difíceis", pois na cabeça dele, quanto menos ela quiser, mais prazer ele sente... Fora as situações domésticas... Que são horrendas... Ontem uma amiga fez um comentário no facebook que vou transcrever aqui, o comentário surgiu porque um ser colocou no facebook de uma outra amiga nossa que mulher que bebe tem que ser mesmo estuprada e a resposta foi a seguinte: "é por causa de homens como ele que leis como a Maria da Penha têm que existir, pra nos proteger de criminosos assim... pq até onde eu sei ficar bêbada e perder a... consciência não é crime, mas estuprar ainda é, e dos graves. Sinceramente se ele pensa assim, só tenho a lamentar e dizer que a vida é estranha e que homem também tem buraquinho que pode ser violado, e aí, se acontecesse com ele, queria ver se ele ia continuar com o mesmo pensamento. Pra mim, quem diz uma coisa desta, pode não ter colocado o pinto lá, mas a estuprou também, e vai saber se já não fez isso com outra. Nenhuma mulher quer ser estuprada, nenhuma mulher deveria ser violentada, nenhum homem deveria ter o desejo de fazê-lo ou encorajar tal ato. Quem assim age só mostra o quão ser inferior é." Sim, temos mesmo que fazer a Lei Maria da Penha valer a pena. Em tudo, namorado que nos namora 5 anos e do nada termina, ex-marido que não paga pensão, que nos trai e que pode sim ser processado pois, bigamia é crime na constituição brasileira, em estupros, quando apanhamos deles, quando temos nossos olhos roxos sem termos feito nada... Temos sim, pena que muitas mulheres ainda sentem medo e não denunciam, ou denunciam e retiram a queixa... É esse medo eterno da solidão que nos mata. A gente acha que não vai sobreviver sozinha, quando na verdade, é preciso se bastar para que possamos dar algo real para o outro... Também precisamos ter em mente que talvez ficaremos mesmo sozinhas a vida toda e ai?? Vamos lamentar todos os dias?? Não! Vamos lutar, viajar, sermos mães, viver... Vejo tantos casos de mulheres que vivem solteiras, viúvas, numa boa... Nem sempre estar com alguém faz bem... São escolhas e sofrer não é legal... Apanhar não é legal... São marcas que ficam eternamente... A gente perde a confiança no mundo e em si... Ficamos amarguradas, tristes... Estar só dentro de um relacionamento é a pior coisa do mundo... E isso acontece todos os dias em nossas vidas... É uma amiga, é alguma vizinha, algumas vezes nossa mãe... São escolhas. E podemos sempre optar pela vida, pelos sorrisos... Por esperar o tempo certo... E sempre, sempre optar pela justiça, denunciar atos terríveis sim, nós não pagamos por nossos erros?? Eles também precisam pagar. Mas voltando ao bbb... Já estão falando que a globo colocou o moço para fora da casa porque ele é negro... E eu acho isso de uma ridicularidade tremenda... Existe uma suspeita sobre a conduta dele e não pela cor da pele dele, a emissora tem que tomar sim uma providência e isso nada tem a ver com seu tom de pele... Meu pai, houve uma suspeita de estupro, alguém quer falar mais alguma coisa??? É um sempre tampar o sol com a peneira nesse país que é difícil viver aqui... Mas vamos lá... Eu ainda acredito que alguma coisa pode mudar, mesmo que seja a passo de tartaruga...

E ouvindo o que de fundo?? The wall do Pink Floyd...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Essa é boa...

Historiador NÃO conta História, trás o Passado para os Dias Atuais;
Historiador NÃO julga o Tempo, distingue a Realidade dele;
Historiador FAZ Perguntas E da Respostas
Historiador NÃO pensa, medita enquanto Dorme!
Historiador NÃO descobre, associa Fatos;
Historiador NÃO julga, permanece Incomum;
Historiador NÃO lê, devora os Livros;
Historiador NÃO pesquisa, faz sua própria Bibliografia!
Historiador NÃO só vai ao Cinema como produz FILMES!
Historiador NÃO come, digere os Alimentos Sutilmente!
Historiador NÃO bebe, degusta!
Historiador NÃO AMA, aprecia o AMOR!
Historiador NÃO engana, "modifica" a Verdade;
Historiador NÃO escreve, monta acervos bibliográficos!
Historiador troca o DIA pela NOITE,
Historiador NÃO é guia turístico, mas te faz VIAJAR!
HISTORIADOR É PROFESSOR!
Historiador NÃO é dicionário, mas tem um significado para TUDO!
Historiador NÃO monta histórias para serem lidas...
Historiador ESCREVE Histórias para serem compreendidas!