Eu revi o filme The Wall 3 vezes... E acredito ver mais umas milhares... Essa é a música que mais gosto do cd e do filme, como ela é maravilhosa e como somos descartaveis. Pink, personagem central do filme só serve para ser a maquina de dinheiro do empresário aqui... O bacana é que mostra os problemas causados pela mãe, pelo relacionamento que não deu certo, a tentativa de suicidio... O suicidio é uma coisa complicada. Acredito que a maior parte das pessoas já pensaram em se matar em alguma situação da vida... Eu já nem penso nisso, eu penso logo que não deveria ter existido nunca, assim nunca teria sido nada... rs Mas é complicado, a pessoa tem que estar sentindo muita dor para fazer algo nesse sentido e aquela que realmente quer se matar, assim o faz, não fica jogando na cara de ninguém nem falando que está se matando pelo próximo, quem quer fazer, faz e no maximo deixa uma carta explicando... Estou falando disso porque lembrei do filme Control, que conta a história de Ian Curtis... Não sei se as coisas se deram daquela forma, afinal aquilo é visão do diretor, mas se matar dentro de casa depois da briga com a mulher é complicado. Sentir dor, estar deprimido é normal, mas culpar os outros pela sua dor não... Ele queria ter as duas mulheres... Claro que a doença, as drogas, a vida o levou a isso e ele não ia mesmo pensar na filha... Mas é complicado... As pessoas podiam esperar mais um pouquinho porque tudo volta ao normal, procurar uma ajuda... E não ir por esse lado, por essa fuga...
Mas voltando ao The Wall, em cada vez que assisto vejo um mundo diferente e vejo uma genialidade gigantesca... Mother diz muita coisa, principalmente sobre mim... Essa questão da superproteção, isso é sufocante e isso acaba com muita coisa dentro da gente... A gente tem medo do mundo, tem medo das pessoas, tem receio de andar, pois todas as vezes que tentamos andar elas nos puxam, como se fossem nossas donas, como se fossemos escravos delas... Tenho medo de ser assim quando tiver os meus... O mundo é muito grande e ninguém é de ninguém... Como diria Raul "cada um de nós é um universo"...