"Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pink Floyd Comfortably Numb legendado



Eu revi o filme The Wall 3 vezes... E acredito ver mais umas milhares... Essa é a música que mais gosto do cd e do filme, como ela é maravilhosa e como somos descartaveis. Pink, personagem central do filme só serve para ser a maquina de dinheiro do empresário aqui... O bacana é que mostra os problemas causados pela mãe, pelo relacionamento que não deu certo, a tentativa de suicidio... O suicidio é uma coisa complicada. Acredito que a maior parte das pessoas já pensaram em se matar em alguma situação da vida... Eu já nem penso nisso, eu penso logo que não deveria ter existido nunca, assim nunca teria sido nada... rs Mas é complicado, a pessoa tem que estar sentindo muita dor para fazer algo nesse sentido e aquela que realmente quer se matar, assim o faz, não fica jogando na cara de ninguém nem falando que está se matando pelo próximo, quem quer fazer, faz e no maximo deixa uma carta explicando... Estou falando disso porque lembrei do filme Control, que conta a história de Ian Curtis... Não sei se as coisas se deram daquela forma, afinal aquilo é visão do diretor, mas se matar dentro de casa depois da briga com a mulher é complicado. Sentir dor, estar deprimido é normal, mas culpar os outros pela sua dor não... Ele queria ter as duas mulheres... Claro que a doença, as drogas, a vida o levou a isso e ele não ia mesmo pensar na filha... Mas é complicado... As pessoas podiam esperar mais um pouquinho porque tudo volta ao normal, procurar uma ajuda... E não ir por esse lado, por essa fuga...
Mas voltando ao The Wall, em cada vez que assisto vejo um mundo diferente e vejo uma genialidade gigantesca... Mother diz muita coisa, principalmente sobre mim... Essa questão da superproteção, isso é sufocante e isso acaba com muita coisa dentro da gente... A gente tem medo do mundo, tem medo das pessoas, tem receio de andar, pois todas as vezes que tentamos andar elas nos puxam, como se fossem nossas donas, como se fossemos escravos delas... Tenho medo de ser assim quando tiver os meus... O mundo é muito grande e ninguém é de ninguém... Como diria Raul "cada um de nós é um universo"...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ouro de Tolo

Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Às vezes eu sinto uma vontade do tamanho do mundo de gritar loucamente... Eu fico pensando porque as coisas nunca saem do jeito que pensamos que poderia ser... Porque as pessoas são o que são e elas não tentam mudar, porque elas nunca conseguem enxergar o próximo, ver que ali também existe alguém que tem sonhos, planos desejos, vida... Pessoas são estranhas, pessoas são más e pérfidas, pessoas são egoístas... Não todas, claro, mas todas são um universo muito grande e talvez eu não tenha visão suficiente para enxergar algumas coisas... Hoje eu senti todos os sentimentos que alguém poderia sentir... O unico que permaneceu foi o de sair por aí sem rumo, rir e dançar loucamente a noite inteira... Acho que algumas vezes me falta um pouco de vida, desse tipo de vida... Trabalhar, estudar é matador... E eu fico pensando onde isso vai chegar, se vai chegar, se vai me dar algum fruto, algum valor... Talvez não, talvez sim, mas nunca é da forma que esperamos que seja... Nunca é... Isso é algo legal, não vou negar que não saber do que as coisas serão não é bacana e isso que faz a vida ter graça, mas também não saber machuca, pois nunca sabemos até onde podemos ir em todas as nossas relações... E no fim "eu tenho uma porção de coisas pra conquistar e eu não posso ficar aí parado...".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Amanhecer

Sim! Eu estava lá... E no fim de semana de estreia e sim, eu volto para ver de novo... Digam o que disserem, a vida é minha, os sonhos são meus e eu gosto sim de romances açucarados e de vampiros que brilham... Na vida tudo se transforma... Tudo se recria e renasce...
Esse é o livro mais fraco da série, isso na minha saudável opinião... Faltou muita coisa, faltou a noite de núpcias da Bela detalhadinha... Quem não queria saber os detalhes??? Enfim... O livro se torna engraçado porque boa parte dele é narrado pelo Jacob e é muito relevante seus comentários pós imprinting... rs
O filme segue no mesmo estilo de Lua Nova e Eclipse, bem mais bem feitos que o primeiro, que pelo amor de Alá, o que foi aquilo...
É engraçado como as coisas mudam, esse livro me ajudou num momento de extrema tristeza e carência, eu precisava de um momento de sonhos e paixões platonicas para poder acreditar um pouco mais na vida e no amor. E acredito que isso aconteceu com zilhares de pessoas nesse mundo a fora... Sempre levanto a bandeira dos sonhos, às vezes viver pode ser muito doloroso, é preciso que possamos encontrar alguma valvula de escape para que possamos sorrir um  pouco mais com a vida... A arte, a literatura, a música nos levam a esses lugares, nos tiram desse mundo perdido e nos preenche com sonhos e devaneios... Também nos ajudam a curtir nossas dores, nossos dissabores, não nos deixa sozinhos nunca! E eu li essa saga bem umas 5 vezes cada livro... Vibro com as falas e cenas no cinema... E tenho gostado mais do Jacob... Ele tem conquistado meu respeito... Vale a pena lembrar que no filme há músicas do primeiro e que, mais uma vez a trilha sonora está beeeeem bacana... Vale a pena ouvir novamente... Enfim, viva os sonhos...

Amanhecer

Título original: (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Bill Condon
Atores: Robert Pattinson, Kristen Stewart, Taylor Lautner, Dakota Fanning.
Duração: 117 min
Gênero: Romance

Sinopse: Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) enfim se casam, em cerimônia com a presença de amigos e familiares. O casal resolve passar a lua de mel no Rio de Janeiro e, logo em seguida, Bella engravida. O que eles não esperavam era que a gravidez seria tão complicada, colocando em risco a vida do bebê e da própria mãe.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/a-saga-crepusculo-amanhecer-parte-1/

sábado, 19 de novembro de 2011

Mother - Pink Floyd

Mother, do you think they'll drop the bomb?
Mother, do you think they'll like this song?
Mother, do you think they'll try to break my balls?
Mother, should I build the wall?
Mother, should I run for president?
Mother, should I trust the government?
Mother, will they put me in the firing line?
Is it just a waste of time?
Hush now baby, baby, don't you cry
Momma's gonna make all of your nightmares come true
Momma's gonna put all of her fears into you
Momma's gonna keep you right here under her wing
She won't let you fly, but she might let you sing
Momma's will keep baby cozy and warm
(3x)
Oh, baby
Of course Momma's gonna help build the wall
Mother, do you think she's good enough
For me?
Mother, do you think she's dangerous
To me?
Mother will she tear your little boy apart?
Mother, will she break my heart?
Hush now baby, baby, don't you cry
Momma's gonna check out all your girlfriends for you
Momma won't let anyone dirty get through
Momma's gonna wait up until you get in
Momma will always find out where you've been
Momma's gonna keep baby healthy and clean
(3x)
Oh, baby
You'll always be baby to me
Mother, did it need to be so high?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Escola da Vida

Vi esse filme ontem na aula de didática... Muito interessante mas também muito viajado... Para ver sem interesse de ser professor é um ótimo filme, ele é meio daqueles que são auto-ajuda, viva enquanto se pode viver e não deixa de estar errado, é preciso viver mesmo, é preciso correr atrás porque o tempo passa e só nos ficam as lembranças... E para o professor, além da viagem doida, pois adolescentes são compreensivos sim, mas também são desconfiados e nãos e abrem aos outros assim tão facilmente e nem um professor consegue ganhar tão fácil uma escola inteira... O bacana é que, levar a História para a vida do aluno é fantástico, mostrar que ela é feita por homens e mulheres no decorrer do tempo é magnifico e isso fica como o principal que é nos dado pelo filme... Vale muito a pena ver...




Escola da Vida

Título no Brasil: Escola da Vida
Título Original: School of Life
País de Origem: Canadá / EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Site Oficial: http://abcfamily.go.com/schooloflif e/index.html
Direção: William Dear

Sinopse: Há um novo professor na cidade, e ele está promovendo um verdadeiro pandemônio na Fallbrook Middle School. Ele é atraente, simpático e informal. Os alunos amam o sr. D (Ryan Reynolds, de Horror em Amityville). Os professores também o admiram... com exceção de Matt Warner (David Paymer, de Em Boa Companhia), o ansioso professor de biologia, que sonha em ganhar o prêmio de Professor do Ano. Seu pai, Stormin? Norman (John Astin, de Os Espíritos), foi Professor do Ano durante 43 temporadas seguidas, e Matt está determinado a fazer deste o seu ano. Mas com o sr. D (Michael D?Angelo) em cena, Warner vê sua chance escapar. Ele não consegue competir com quem até seu próprio filho admira. Mas há um segredo que pode mudar o jogo. O diretor William Dear faz uma ponta como um astronauta.

Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_15831_escola.da.vida.html

The Wall

Sim! Depois de milhares de anos eu vi o filme The Wall pela primeira vez... Fantástico... Ainda mais agora que estou lendo uma biografia do Pink Floyd, algumas coisas no filme parecem fazer mais sentido do que se tivesse visto sem alguma prévia... Como a cabeça de uma pessoa consegue pensar naquilo tudo?? Eu não sei... Mas sei que me apareceram diversas questões, adolescência, drogas, depressão, sonhos, pesadelos, escola, pais, traíção, ditadura... É o tipo de filme que você pode mostrar em diversas ocasiões... Desde uma crítica ferrenha ao sistema de ensino, a massificação de pessoas, o que são as cenas dentro da escola?? É engraçado porque se tenta mesmo, até hoje fazer com que as pessoas sejam iguais, com que pensem iguais e calem suas bocas. Muitas cenas relacionadas a escola me lembrou um clipe do Ramones, do alunos destruindo a escola... E muitos outros filmes, clipes, músicas e poesias... Acho que todo mundo acabou vendo The wall e tomando algo para si diante dele... Podemos ver como as guerras mundiais alteraram a cabeça das pessoas, como grandes ditadores nos reprime e nos faz ter medo que isso possa voltar a acontecer... Parece que o mundo está dentro desse filme...
 
A escola sempre está presente em nossas vidas, é nosso primeiro contato com o mundo, mesmo que não seja igual ao mundo que enxergamos lá fora, pois a escola é atrasada em relação a sociedade, é ela quem nos dá nossos primeiros sentimentos, sejam eles de amor ou de ódio... Antigamente as escolas eram totalmente autoritárias, os alunos precisavam entrar na linha ou apanhavam, eram humilhados e banidos desse convívio. Algumas coisas mudaram, mas ficaram também muito banalizadas... Continua esquecendo o que é ser adolescente, continua esquecendo que a sociedade anda cada vez mais rápido, que a escola nunca foi e nunca será somente o recanto onde se aprende somente matérias que nos treinam para o ensino superior e o trabalho. Ela nos prepara para a vida, ela nos direciona, ela que muitas vezes nos dá carinho, comida, afeto... Infelizmente... Não sei dizer se as famílias sempre foram falidas e que simplesmente hoje isso nos é mostrado mais escancaradamente, mas posso dizer que em todos os momentos somos condicionados a fazer nossas escolhas, que sempre estão nos vendendo algo, nos fazendo pensar que nosso pensamento é o certo, mas será que ele o é?? Muitas das nossas relações com a nossas mães determinam muito daquilo que pensaremos quando crescermos... Seja para negar tudo aquilo que ela foi, seja para chamar a  atenção dela, para fazer igual... É estranho... Somos condicionados até nisso, já não nos chega o sistema...

Adorei a cena do ditador no filme, me pareceu uma tentativa de como se constrói um ditador... Até porque, pelo que vemos de Hitler, em alguns momentos em sua vida ele foi meio patético e o povo precisava de algo nesse sentido para achar um caminho para poder sobreviver... Quem somos nós?? Reles mortais perdidos nesse mundo e talvez nunca saberemos quem somos, o que somos, o que seremos... Eu sempre repito uma frase do Raul Seixas "Que pena não ser burro, não sofria tanto". Queria poder achar que essa manipulação toda é mentira que os comunistas inventaram para tomar o poder... rs Queria poder chegar em casa e estar satisfeita com o mundo, com meu salario mediocre, com a minha TV e sem vontade alguma de prosseguir com estudos, livros e boa música... Quando você passa a ver determinadas coisas, fica dificl se desvencilhar delas e seguir como se nada tivesse acontecido, é uma guerra diária, pois eu não vou conseguir mudar o mundo, posso transformar algumas coisas ao meu redor, mas tudo, por mais que eu queira o mundo e o queira agora, não conseguirei...
As músicas dentro do filme ficaram mais do que perfeitas... É de se arrepiar o tempo todo...
A loucura, o caos, o amor e o ódio sempre andam em perfeita simetria nas relações... É engraçado, pois é preciso que exista esse tipo de equilibrio para que o mundo possa caminhar da melhor forma possível e que bom que temos coisas diferentes e pessoas que pensam e sentem de formas e jeitos diferentes... Mas tudo em demasia pode ser um tiro fora de hora... No momento em que o personagem principal fica "maluco beleza" é horrível... E em alguns momentos da vida ficamos perdidos um tanto assim e vamos nos transformando, algumas vezes enlouquecendo mais ainda, outras entrando em momentos de lucidez que fica dificil voltar a sermos o que éramos antes...

Enfim, fantástico!

The Wall

Título original: (Pink Floyd - The Wall)
Lançamento: 1982 (Inglaterra)
Direção: Alan Parker
Atores: Bob Geldof, James Laurenson, Eleanor David, Kevin McKeon.
Duração: 95 min
Gênero: Musical

Sinopse: As fantasias delirantes de um superstar do rock, que enlouquece lentamente em um quarto de hotel.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/pink-floyd-the-wall/

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

P. S.: Eu Te Amo

Tá aí um filme que sempre me faz chorar do começo ao fim. Quanto mais eu assisto mais em emociono. O Gerry não existe. Ele pensou em exatamente tudo para que a Holly conseguisse esquecê-lo com o tempo. Ele morreu muito cedo mas lhe deixou cartas para que ela conseguisse seguir em frente sem ele, demorou em torno de um ano, mas ele conseguiu com que ela aceitasse a perda e recomeçasse a viver. E até arrumar um namorado mais bonito que o falecido, o que já seria muito dificil acontecer... Holly redescobre sua vida e parte em encontro dos seu planos, que, por medo, foram deixados para trás... Enquanto as coisas vão acontecendo ela vai relembrando seus dias com Gerry e vai encontrando outras pessoas no seu caminho. A fotografia do filme é fantástica. As paisagens irlandesas, os bares em que ela aparece, seu próprio apartamente é perfeito. Mais perfeito ainda o falecido. Pode parecer exagero, mas o filme é perfeito. Ele foi baseado no livro que carrega o mesmo nome e que, infelizmente, ainda não possuo.

P. S.: Eu Te Amo

Título original: (P.S. I Love You)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Richard LaGravanese
Atores: Hilary Swank, Lisa Kudrow, Gina Gershon, James Marsters.
Duração: 126 min
Gênero: Romance

Sinopse: Holly Kennedy (Hilary Swank) é casada com Gerry (Gerard Butler), um irlandês engraçado por quem é completamente apaixonada. Porém quando Gerry morre devido a uma doença a vida de Holly também acaba, já que ela entra em profunda depressão. Mas o que ela não esperava era que, imaginando que isto poderia acontecer, Gerry deixou para ela diversas cartas antes de morrer. Cada uma delas busca guiar Holly no caminho de sua recuperação, não apenas da dor pela sua perda mas também de sua própria redescoberta.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/ps-eu-te-amo/


Trainsportting

Já havia visto esse filme há alguns anos e já tinha adorado... Revendo vi que ele é mais interessante ainda. Ele trata da questão das drogas e também da amizade, da família, tudo o que sempre vem atrelado a esse tema. Ele tem cenas que são inesquecíveis, como a cena do bebê morto, em que a mãe entra em colapso mas, em seguida, toma um pico ou da cena mais nojenta que presenciei em filmes nos ultimos tempos... Eca! Essa eu nem vou relatar, é melhor ver o filme do que relembrar, apesar de ser uma cena extremamente engraçada. Gosto muito do enredo do filme e de alguns personagens que são memoráveis, como o Begbie, o "bigodão", ele briga com todo mundo, vive tentando se dar bem, um típico Hooligan de marca maior... Chega a ser engraçado de tão patético que ele é. Aí podemos ver uma certa crítica a sociedade inglesa, que parece sair ilesa mas está afundada no tráfico de drogas tanto quanto a América ou o restante da Europa.



Trainsportting

Título original: (Trainspotting)
Lançamento: 1996 (Inglaterra)
Direção: Danny Boyle
Atores: Ewan McGregor, Ewen Bremner, Kevin McKidd, Robert Carlyle.
Duração: 96 min
Gênero: Drama

Sinopse: Em Edimburgo, alguns "amigos" que na verdade são ladrões e viciados, caminham inexoravelmente para o fim desta amizade e, simultaneamente (com exceção de um do bando), marcham para a auto-destruição.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/trainspotting/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Traffic

Filme fantástico. Já tinha ouvido falar dele há um bom tempo e nesse feriado resolvi assistir. Cheio de jogo com as cores das imagens, ele mostra vários lados do tráfico mundial. Aqueles que lutam para o desaparecimento e trafico de drogas, aqueles que ganham dinheiro com elas, os usuarios e suas familias. O bacana é que ele mostra quem realmente está por trás do trafico, quem realmente ganha com isso. Achei que ia dormir durante o filme, pois ele começa amarelão, mas depois a história vai nos envolvendo e nos colocando uma série de questionamentos. O que nos leva a esse mundo, porque continuamos nele, o que nos transformamos depois das drogas... E sempre fico naqueles meus velhos questionamentos... Me entristece ver a sociedade como está. Me entristece ver as crianças viciadas, ver a sociedade indo cada vez mais ao caos e a violência por conta disso tudo. Complicado.


Traffic

Título original: (Traffic)
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: Steven Soderbergh
Atores: Steven Bauer, Don Cheadle, Erika Christensen, Benicio Del Toro.
Duração: 147 min
Gênero: Drama

Sinopse: Uma série de histórias interligadas dão um panorama sobre o alto escalão do tráfico de drogas, envolvendo um policial mexicano preso numa teia de corrupção, uma dupla de agentes do DEA (departamento antidrogas), infiltrada no perigoso mundo dos negociantes de San Diego, um barão da droga que após ser preso, explica como sua mulher tomou seu negócio ilegal e ainda um juiz da Suprema Corte de Justiça de Ohio, conhecido pela sua posição anti-drogas, que precisa lidar com sua filha viciada.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/traffic/

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eng. do Hawaii - todo mundo é uma ilha [FGCA]

A Massai Branca

Um ótimo livro, principalmente se levado em conta de que se trata de uma história verídica. Eu nunca na vida teria vivido o que a Corinne Hofman viveu... Ela foi para o Quênia e lá se apaixonou por um guerreiro, largou seu relacionamento estável e foi viver diante das piores formas de vida que um ser humano pode viver. Claro que isso é da nossa visão, ocidental, pois para eles, determinadas coisas são naturais e temos que respeitar isso, mesmo não concordando.
Ela ficou doente várias vezes, passou fome, humilhação, casou com ele, gastou todas as suas economias e, mesmo assim, ele agiu com ciumes e desconfiança com relação a ela. Com o tempo, o amor foi morrendo e ela resolveu partir. Saiu fugida de lá, pois o marido manda na mulher e precisa assinar suas viagens... 
O livro é ótimo para podermos conhecer um pouco do país e sentirmos curiosidade em conhecê-lo, conhecer sua cultura, seu povo. 

A Massai Branca
Sinopse: Uma empresária suíça que passa férias no Quênia. Um guerreiro da tribo Massai. A volta ao continente selvagem para viver uma arrebatadora paixão, que transpõe a barreira da língua, a má alimentação e as doenças. E só perde para o tempo. Uma autobiografia que conta, com delicadeza e bom humor, uma história de amor e tolerância, que mostra imensas diferenças culturais e também as semelhanças universais do coração humano. 

Fonte: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1872933&sid=189681951311864345328311

Wishlist

É... Minha wishlist anda sendo preenchida... rs Depois de milhares de shows desse ano, shows que esperava acontecer desde quando tinha meus 14, 15 anos de idade, eis que chegou a vez de ver Pearl Jam. O show aconteceu no dia 04 de Novembro... Foi magnifico e eles cantaram algumas das musicas que eu realmente queria ouvir... Chorei muito, pois as musicas e a banda são extremamente significativas para mim. Muitas lembranças boas de quando era adolescente me vieram a mente. As tardes descompromissadas, a escola, os amigos, aqueles que ficaram, aqueles que se foram... Valeu a pena... Já queria poder ir novamente...
Eles cantaram músicas velhas e novas, claro que a galera pirou com seus grandes clássicos, poucos eram os que estavam inteirados com as novas... Tiveram milhares de momentos épicos... Tocaram The Who, foi lindo... Tocaram wishlist... Mais lindo ainda... E eu que achei que essa não seria tocada pois já tinham tocado Given to Fly e Do The Evolution, do mesmo cd... Meu coração simplesmente parou. E eis que vejo que ele aguenta mais do que imagino...
Mas infelzimente uma das melhores noites da minha vida teve que acabar... Porque será que tudo que é bom dura tão pouco??? Jeff Ament e Eddie Vedder, voltem logo!!!!!!!!!!!!!!!

Setlist:

 
    1. Go
    2. Do The Evolution
    3. Severed Hand
    4. Hail Hail
    5. Got Some
    6. Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
    7. Given To Fly
    8. Gonna See My Friend
    9. Wishlist
    10. Amongst The Waves
    11. Setting Forth
      (Eddie Vedder song)
    12. Not For You
      (Modern Girl by Sleater Kinney Tag)
    13. Even Flow
    14. Unthought Known
    15. The Fixer
    16. Once
    17. Black
    18. Just Breathe
    19. Inside Job
    20. State Of Love And Trust
    21. Olé
    22. Why Go
    23. Jeremy
    24. Encore 2:
    25. Last Kiss
    26. Better Man
    27. Spin The Black Circle
    28. Alive
    29. Baba O'Riley
    30. Yellow Ledbetter

Tempo, mano velho...

Saudade de quando tinha tempo para viver, para escrever, para ler, para ouvir, para falar, para dormir... Eu não consigo entender porque temos que crescer e cair nesse marasmo de trabalhar e viver em função disso... Eu juro, eu mato aquele que inventou o trabalho... A alienação... O navio negreiro... 



Amy Winehouse - Love Is A Losing Game


Aqui matutando com meus pensamentos... Hoje me deu uma saudade de ouvir Amy Winehouse... Quanta dor essa mocinha sentia...
Fico pesando em quantas dores temos, em quantas decepções passamos pela vida e em quantas fugas temos para que os tormentos passem rápido e possamos nos sentir melhor...
Cada um tem sua fuga, seu jeito de levar e viver a vida, alguns precisam sair dela para poder se concentrar dentro de si mesmas e quem somos nós para julgá-las?? Alguns se refugiam nas músicas, outros nos entorpecentes, outros nas lagrimas, outros nos sorrisos, outros na eterna vida loca... Não adianta, todos nós precisamos de determinados pontos de fuga para podermos lidar melhor com os problemas e com nós mesmos... O problema é quando a fuga toma conta da gente e nos perdemos de nós mesmos... Isso é uma tristeza sem precedentes... Quando nos perdemos por completo, a vida perde o sentido e cada vez mais buscamos algo para sentirmos, num primeiro momento a busca é pela felicidade e depois ela passa a ocorrer até pela busca pela tristeza. Sim, a tristeza. Ás vezes passamos por determinadas situações em que passamos a não sentir mais nada, lembrei de uma frase de uma música da Legião Urbana em que o Renato fala "Eu não sei mais sentir", é bem isso, às vezes não sabemos mais sentir e quando isso acontece queremos sentir até dor, porque nem amor sentimos mais... É estranho, mas acontece... Alguns se afundam e logo vão conhecer o outro lado da vida e outros acabam saindo e encontrando algum sentido para viver... Ou se conformam com o nenhum sentido em viver... Afinal, viver tem algum sentido??? Talvez até tenha, mas poucas são as vezes em que conseguimos ver alguma conexão com as coisas... Aqueles que tem alguma crença conseguem mais facilmente, mas aqueles que vivem na linha tênue do eu não sei o que é o mundo é mais difícil... E claro, eu sempre estou nesse meio... Sempre acredito desacreditando nas coisas... Nas linhas tênues da vida... Mas por enquanto eu ainda sinto... Enquanto me revoltar com a vida e com as pessoas estarei viva, quando não mais é porque já morri e esqueceram de me enterrar... rs

Amy Winehouse - Back To Black


Matando a saudades da Amy...

terça-feira, 12 de julho de 2011

She's Lost Control Again

Sim, eu perdi o controle de novo... Por não saber lidar com pessoas más nesse mundo horrível que vivemos. Ouvindo Joy Division a rodo aqui... Mas não preciso da corda que matou Ian Curtis... Parece cocaína, mas hoje, só por hoje, é só tristeza...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Passando o Semestre a Limpo

Vendo e revendo e repensando esse semestre totalmente atípico vejo que ele foi positivo e negativo ao mesmo tempo. Fazia muito tempo que não tinha tantas decepções e emoções maravilhosas todas ao mesmo tempo agora em 6 meses. Posso dizer que foi o semestre que menos estudei, que menos dormi, que mais me chateei, que mais me decepcionei, que mais sorri encantada dos ultimos anos. A faculdade se tornou uma espécie de estorvo, decepção com o curso, não com as matérias em sim, mas com a falta de profissionalismo de alguns professores, professores esses que não deram aula (mesmo estudando numa instituição particular), professores que falam mal dos alunos por aí e também bons professores, não posso relcmar do todo pois em todo lugar há quem ainda se salve! Mas saudade de outros professores que realmente me fizeram amar o curso de história e que, infelizmente, só voltam a nos dar aula no próximo ano. Continuo apaixonada por história apesar de alguns conceitos terem realmente caído por terra. Não a História em si, mas as pessoas. O tempo passa e a impressão que tenho é que elas não mudam, não evoluem. Não respeitam os outros seres humanos e nem seus sentimentos, não respeitam a si mesmos e nem a vida. Vira e mexe a decepção passa por mim, o bom é que a cada decepção vou aprendendo a lidar com as coisas e deixo tudo se aquietar e depois sigo em frente, claro que me dói, a decepção é algo que não é bacana, que machuca, que corrói, que pertuba, mas ela passa. Ela passa quando a gente começa a deixar de lado aquilo que nos incomoda, aquilo que não vai mais nos fazer falta. Na hora da balança é que vemos o que vale a pena ou não e me entristece ver que muito é o que não vale a pena e pouco o que vale o mundo... Não deveria ser assim, as pessoas poderiam ser mais solidarias dentro delas, com elas, porque machucar o próximo é só machucar a si mesmo, é só colocar mais culpa dentro de si e transferir aquilo que odiamos em nós mesmos nos outros. Eu sempre insisto em repetir que plantar amor é coisa mais dificil do universo mas também colher amor é a coisa mais linda do mundo. Aquele que opta pelo amor dá mais murros nas paredes, dá mais a cara a tapa, chora mais, se decepciona mais, mas, quando colhe, é a melhor colheita do universo, pois é a mais sincera e singela de todas. Costumo fazer isso em todas as areas da minha vida, sempre falo que tudo pode ser dito, mas é preciso escolher as palavras certas, é preciso sim colocar para fora tudo aquilo que sentimos e pensamos mas é preciso também ver que existe um outro ser humano lá do outro lado que pode sim ouvir aquilo que temos a dizer mas nem sempre da forma que temos a dizer. A gente não precisa mandar o mundo se foder o tempo todo, não precisa ser rispido e inventar coisas das pessoas o tempo todo. A gente precisa se resguardar e rever a nossa vida. Eu vivo revendo a minha, vivo errando a aprendendo com os meus erros. Estou longe de ser perfeita, mas gosto de me resguardar das pessoas que se aproximam para me machucar ou para fugir delas mesmas. Não é facil olhar para si e ver seus proprios defeitos, não é facil recomeçar mil vezes durante uma vida toda, não é facil descobrir que, para ser feliz é preciso que a felicidade venha de dentro, é preciso se conhecer para poder compreender o próximo. Juro que tento ao máximo ver a humanidade das pessoas, mesmo quando não tenho mais nenhum tipo de ligação com elas, juro que tento entender as razões para a falta de humanidade delas para com outras pessoas, o que não quer dizer que eu queira estar perto delas. Eu nunca esqueço algumas palvras do famoso fale mal de mim... Digam o que quiserem, é impressionante como as coisas sempre vem a tona e a o bom lado acaba vencendo... Talvez um pouco mais tarde, mas tudo acaba indo pelo melhor caminho no final. Gosto de ver quem tenho me tornado mesmo tendo marcas medonhas na minha vida, claro que foram marcas que eu deixei que me fizessem, as pessoas não nos machucam se não abrimos espaços para elas, mas elas também podem ser menos rudes e ver que existe alguém como elas do outro lado. Enfim, algumas pessoas se foram, algumas fazem falta, outra não fazem falta alguma. E eu continuo sentindo, só queria muito deixar de ser um pouco inocente, de me abrir demais com as pessoas, de confiar demais nas pessoas... "É preciso fé cega e pé atrás olho vivo, faro fino e... tanto faz... é preciso saber de tudo e esquecer de tudo: fé cega e pé atrás".

Mas não são só de coisas ruins que se vive o homem, ele aprende com elas para que as coisas boas possam se aproveitadas da melhor forma... Poder sorrir todos os dias é a forma mais bacana de se viver, poder saber que tem alguém lá do outro lado que está pensando em você é fantástico!! Se apaixonar por si, pelo outro, descobri-se no outro é de outro mundo. Estar limpo para receber o outro, para amar, para dividir, para se dividir é inacreditável... E saber viver isso também o é. É importante que nos conheçamos para que possamos dar o melhor de nós para quem vir a estar na nossa vida... Por isso muitas vezes a solidão é extremamente importante. É nela que encontraremos várias respostas que nucna encontraríamos se não nos dessemos a chance de nos conhecer melhor. Eu sempre reclamei muito da solidão e por me sentir muito só me envolvi em dezenas de coisas desagradaveis e que demoararam muito tempo para cicatrizar, eu não entendia o porque de passar por tanta atribulação, mas, hoje, vejo que era só uma preparação para o que de bom iria vir. E eis que veio... Vou aproveitar da melhor forma possivel, pode ser que dure para sempre, pode ser que acabe amanhã, mas quem se importa quando algo é vivido de verdade?? É claro que se logo acabar eu vou sofrer, vou lamentar, mas dessa vez poderi olhar para trás e ver coisas bonitas, coisas pelas quais eu estava me preparando sem saber, sem ter noção do que estava me esperando... E é lindo me sentir assim, viva, inteira, completa... E o melhor, podendo dar o melhor de mim, podendo acertar com os erros que tive. Eu nunca fui muito fão do Viniciu de Morais, mas seu soneto de fidelidade me diz muito hoje, o que pode ser muito clichê, pois todas as pessoas o citam e o colocam em seus escritos, mas que se dane, o amor não é clichê, ele se renova a cada dia e em cada momento...

Soneto de Fidelidade


Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

As pessoas sentem medo da solidão, mas ela não é tão horrível assim, solidão horrenda é aquela em que
estamos dentro de uma relação e nos sentimos só. Estar só é um momento de entrega a si mesmo, um momento de renovação, de preparação, de ver filmes, de ler livros, de conhecer pessoas, de chorar, de rir, de se divertir, de se desprender, de orar para depois compartilhar, seja lá com o que for. Não tenho medo da solidão, pois tenho a mim, não tenho emdo de me perder em outro, pois vivo...
Colocando tudo na balança, esse foi um dos melhores semestres da minha vida... Poxa, U2 e Iron Maiden tocaram no meu aniversario, eu vi o Bono de pertinho, eu tive 4 festas de aniversario, ri muito, beijei muito, sai muito, mas eu sei, eu li muito pouco mas issos erá resolvido aí nesse segundo semestre.... heheheheheheheeh




Tempo...

Gostaria de poder ter mais tempo para realizar as coias que gosto. De poder ler mais, de poder ouvir mais músicas, de poder sair mais, dormir mais, conversar mais, me encantar mais com o mundo... Esse cinza tem me incomodado por demais. Semana que vem entro de férias, quero dormir loucamente, ler loucamente e ver filmes loucamente... Descansar a mente e o corpo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Poema de Sete Faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Carlos Drumond de Andrade

Lua Adversa


Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecilia Meireles

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um Pouco Talvez Menos Gente

Ontem, na faculdade, durante as apresentações sobre o Renascimento surgiu a questão do porquê não termos gênios como Leonardo da Vinci Ou Michelangelo nos dias de hoje. A professora nos respondeu que é porque hoje a concorrência é totalmente desleal, que vivemos num mundo onde as pessoas não podem se destacar, pois quando o fazem, sempre tem alguém pronto para derrubar essa pessoa, para fazer com que ela não consiga ser algo e também porque tudo hoje em dia é massificado, tudo vira banal e as pessoas não conseguem mais inovar. Ô mundo cruel. E isso eu vejo todos os dias, seja comigo, seja com as pessoas ao meu redor. No trabalho então, todos os dias é lutar com leões bravos... Ninguém mais pode ser quem é, ninguém mais pode enfrentar seus medos sem que alguém venha se meter mesmo sem saber o que acontece. Fora a felicidade, ninguém mais pode ser feliz nesse mundo, sempre vai ter alguém que vai sentir que você está feliz e vai fazer de um tudo para tentar te derrubar. As pessoas tem medo das pessoas. As pessoas tem medo de sentir suas dores, se enfrentar seus medos e só pensam no agora e esse agora sempre precisa ser lindo e maravilhoso, mas sempre as custas dos outros. Ver a infelicidade alheia deixou de ser coisa de novela e agora enfrenta a vida real. Se ligar mais no outro é muito melhor do que lidar consigo mesmo. Achar que é adulto agora é sinonimo de ser gente do mal. Não sei onde vamos parar, é claro que consigo entender quase todo o processo do ser humano até chegar nisso, ninguém vira bicho do mal porque quer, acorda no dia seguinte e diz, hoje serei do mal. Não, somos fruto de uma sociedade totalmente doente e que a cada dia produz mentes cada vez mais doentes, cada vez mais tristes e pessoas cada vez mais fracas, pois passar o tempo apontando os outros sem se ver não é coisa de alguém que se encontra num grande equilibrio na vida não... Sempre lembro de uma frase do Jim Morrison que dizia que precisamos lutar pelo nosso direito de sentir nossa própria dor. E sentir dor faz parte. E sorrir também, mas o sorrir de verdade, sem ter tirar algum proveito de outra pessoa. Estar feliz em si, consigo e por si é maravilhoso, agora, pela infelicidade alheia... nonononononono... Acho que por isso que não desisto da área da educação, vou tentar lutar com todas as minhas forças para que algo mude, para que as coisas possam ser transformadas, mesmo que eu não tenha vida suficiente para isso... Afff... Eta vida loca vida... E para hoje também tem trilha... Raulzito...

Tem dias que a gente se sente

Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?

domingo, 1 de maio de 2011

Hum...

Não sei quantas vezes eu já disse ou escrevi o quanto o ser humano é complexo e que nem eu consigo entender o mundo e nem os seres... Muito menos a mim... Mas tento sempre organizar minha mente, meu coração para poder ter tudo em ordem aqui dentro... Claro que nunca fica tudo em ordem porque eu sempre penso demais e tudo fica desembaralhado novamente e daí vou pensando, pensando, pensando e nunca paro com isso... Fora o turbilhão de sentimentos que sinto todos ao mesmo tempo agora... Não costumo reclamar muito disso, acho que temos que sentir de um tudo na vida, afinal estamos vivos e ficar sem sentir nada é triste demais, a vida perde seu colorido, seu rumo, sua ordem... O que eu não gosto de sentir é medo e ele invariavelmente algumas vezes acaba aparecendo... O bom é que penso tanto que ele se espanta... Estava com medo de sentir, estava com medo de viver, estava com medo de enfrentar algumas coisas que não sou eu quem tem que enfrentar. 
É muito bom me sentir viva novamente, me ver vivendo nesse milhão de sentimentos que tenho vivido, nesses milhares de pensamentos que tenho tido... Até do medo, ele é só um alerta, mas comigo ele não funciona muito porque eu vou sentir e meter as caras do mesmo jeito, mesmo que seja do meu jeito estranho... É que quando entramos numa nova era das novas vidas as coisas ficam meio tortuosas, mesmo que estejamos num mar de felicidade... Ah vida loca vida...



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Where The Streets Have No Name

(01:39) Acabei de chegar de um dos dias mais maravilhosos de toda a minha vida! Fodástico, maravilhoso, do caralho... Enfim, sem palavras para falar o que foi aquilo... Sem dúvidas o melhor show da minha vida! Esperei tantos anos e posso dizer que valeu a pena. Mesmo com dor nas costas de tanto tempo em pé e depois de tanto pular, mesmo estando sem voz, tá tudo maravilhosamente bem!
Ficamos algumas horas na fila, algumas pessoas queriam furar nossa fila, ao entrar, eis a grande expectativa, a espera de 4 horas até o grande momento...  entrando no estádio uma grande surpresa, ficaríamos muito perto do palco, nunca iria imaginar que a Red Zone desse show seria tão pequena... Fiquei muito perto do palco, extremamente emocionada, já tinha quase chorado na fila quando ouvi a passagem de som. Entrando, tira-se foto, dorme-se, conversa-se, ri... e então começa a chover, vamos lá, colocamos a capa de chuva, ficamos feios e com frio, além dos pés molhados. Começam os preparativos para o Muse, e a chuva continua, quando entraram no palco a chuva parou completamente. Muse é muito bom! O show é de outro mundo, uma energia incomum... Acaba o show e começam os grandes preparativos para a melhor parte da noite... Começam as músicas e do nada começa a tocar Mutantes com A Minha Menina, meus gritos já começaram ali... Na sequência tocou Space Oddity do Bowie, hora do show... Gritei feito uma doida, eis que começa... Achei que não conseguiria tirar fotos ou filmar, pois só tremia loucamente... Voltei aos meus 15 anos novamente... Quando começou Mysterious Ways o negócio ficou pior, o Morumbi foi ao chão, ontem aquela arquibancada deve ter tremido mais do que final de copa... Sem palavras para expressar a energia, como aquilo foi maravilhoso... O palco é gigantesco, e ele vai se desmontando durante o show, o telão vai ficando cada vez maior, num primeiro momento cheguei a achar que a banda ia se perder lá dentro, mas eles tem uma presença de palco tão grande que o palco que ficou pequeno perto deles. Quando começou Miss Sarayevo achei que seria meio estranho, pois não teríamos a voz do grande tenor, mas que nada, o Bono deu conta direitinho e fiquei tão feliz porque é uma música que amo e que nunca achei que poderia ver ao vivo... As músicas novas são muito fofas, mas a galera foi ao delírio mesmo com os grandes clássicos,  infelizmente faltou Stay, mas em compensação vieram One, Mysterious Ways, Vertigo, Sunday Bloody Sunday (maravilhosa!), Where The Streets Have No Name e o meu choro inigualável em I Still Haven't Found What I'm Looking For, meu pai eu queria tanto ver essa música que desabei na hora, foi perfeito!!! Agora o momento mais bonito, que vai ficar na mente eternamente porque foi uma das cenas mais lindas que já vi na vida foi quando tocaram With Or Without You, as luzes no estádio, o globo girando, que cena linda, aquilo foi perfeito e não adianta descrever, todo mundo teria que estar lá para ser envolvido naquilo, eu até gravei mas não passa realmente o que era estar lá aquele momento. Não subiu nenhuma moça no palco nesse momento, claro, eu estava um pouco longe da grade daí o Bono preferiu não pegar outra garota, aliás, ele me viu e até me deu tchau, com aquele palco móvel ele chegou tão perto da gente que eu achei que ia infartar, eu sabia que o palco era diferente, que eles andavam que era 360º, mas não sabia que o veria de tão perto assim não... Quando o Larry passou eu morri de novo, Jesus, como ele é lindo!!! rs Teve uma hora em que o Bono pegou uma moça da platéia para ler uma carta, fiquei contente ao ouviu o sotaque, era alguém lá do nordeste, foi merecido e o Bono ainda deu uma piscadinha para a minha pessoa que dizia, "queria que você estivesse aqui Gigi"... rs Eu ria muito no meu fantástico mundo de Bobby... Eis que chegou o fim do show, a sensação ainda não passou, acho que vou ficar sentindo isso durante muito tempo... Que bom!! Só tenho a agradecer ao universo por tudo isso, um grande sonho realizado de muitos que tenho realizados nesse últimos anos. Pois é, bem que me falaram, anos divisível por 7 é ano de mudança, esse ano eu posso dizer que comecei bem de várias formas e em especial as que mais queria que acontecessem.

Intro:
"A Minha Menina" (Os Mutantes)
"Space Oddity" (David Bowie)
"Even Better Than The Real Thing"
"Out Of Control"
"Get On Your Boots"
"Magnificent"
"Mysterious Ways"
"Elevation"
"Until The End Of The World"
"I Still Haven't Found What I'm Looking For"
"Pride (In The Name Of Love)"
"North Star"
"Beautiful Day"
"Miss Sarajevo"
"Zooropa"
"City Of Blinding Lights"
"Vertigo"
"I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight"
"Sunday Bloody Sunday"
"Walk On"
bis
"One"
"Where The Streets Have No Name"
bis 2
"Ultraviolet (Light My Way)"
"With Or Without You"
"Moment of Surrender"

Fonte: http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/04/11/em-segundo-show-em-sp-u2-toca-zooropa-na-integra-ao-vivo-pela-primeira-vez.jhtm

domingo, 10 de abril de 2011

U2 - Beautiful Day



Uma música para o dia de hoje!!! Huhuhuhuhuhu!!

sábado, 9 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

U2 - With Or Without You

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector

I Still Haven't Found What I'm Looking For (U2)

U2 - Where The Streets Have No Name

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Diz que fui por aí - Fernanda Takai

Contagem Regressiva

Está chegando um dos dias mais esperados da minha vida! Estou muito parecida com o que era quando tinha 15 anos, uma ansiedade, sonhando loucamente com esse dia... Não paro mais de ouvir as músicas da banda e ficar imaginando formas e situações para pular para a pista prêmio, já pensou se consigo dançar com o Bono "With or Without You"?? Tá, eu sei que estou brisando mas o que seria da vida sem isso?? Seria muito engraçado dizer não para a Rede Globo caso ela viesse me entrevistar... rs Mas, enfim, estou muito ansiosa pelo domingo, nem conseguir dormir direito eu tenho, claro que minha falta de sono abrange outras coisas boas que tem acontecido, mas o show está a todo momento na minha mente e como sou uma pessoa que não consegue ficar muito tempo quieta é de se imaginar que eu só falo nisso... rs E a imaginação corre solta. nem tenho noção de como será esse show, eu nem queria ver o set list mas não aguentei, acabei olhando e fiquei doida... Faltaram algumas músicas mas se tratando de Brasil, provavelmente elas vão entrar no repertório... E eu continuo morrendo... Se estiver viva escreverei um post totalmente especial sobre eles na segunda...
Nem me dei conta mas o título do post é o mesmo do filme Contagem Regressiva que tem como trilha sonora U2...
Um música... Beautiful Day...

terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais Clarice...

Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.

Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdoo.

Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar, de quem não tive mas quis muito ter.

Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão?

Era cruel o que fazia consigo própria: aproveitar que estava em carne viva para se conhecer melhor, já que a ferida estava aberta.

Quando eu penso, estrago tudo. É por isso que evito pensar: só vou mesmo é indo.

Não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser.



Clarice Lispector

domingo, 27 de março de 2011

Iron Maiden

Pois é, pessoas especiais comemoram seus aniversários de formas mais especiais ainda... Além das minhas festinhas surpresas que foram lindíssimas, o Iron Maiden quis vir tocar no meu aniversário e eu não poderia dizer não né?? E já estou me preparando para a parte 2, que será a vez do Bono vir me ver... E ainda para fechar terei Rita Lee... Acho que vou entrar em estado alfa esse ano!
O show foi fantástico, sim, muitas músicas eram do novo cd, não tocaram Run To The Hills, o que me deixou extremamente frustrada, eu ia chorar por causa disso, mas eis que o Bruce me mandou um beijo! rs Daí não tinha mesmo como ficar triste... rs Eu gosto muito de Iron, mas confesso que ouvia mais há alguns anos, outras bandas foram entrando na minha vida e a "donzela" foi ficando para trás, o que foi um pecado muito grande, as letras são maravilhosas e cheias de literatura e história, a música é perfeita e os caras estão totalmente inteiros! O Steve Harris toca muitooooooooooooooooooooooooo!!! Eu queria que ele tivesse arremessado o baixo... rs Fora que depois de ter visto umas fotos dele com roupas estilo Beatlejuice, não consegui mais discenir a imagem dele da do Beatlejuice, quando ele aparecia no telão eu ficava rindo sozinha... Fiquei impressionada com a presença de palco do Bruce, ele corre, ele anda, ele grita, ele se emociona (essa parte foi linda!), ele canta e encanta a todos nós. Será uma pena quando ele resolver se aposentar... Eu quero ir de novo e de novo e de novo... Prestando mais atenção as letras descobri o quanto posso usar em sala de aula... Eu vou pirar mais do que os alunos, mas pelo menos eles terão medo de mim e não vão atrapalhar minha aula, que bom... rs
Meu pescoço tá doendo horrores de tanto ficar balançando a cabeça, como esses caras conseguem tocar daquele jeito sem a cabeça sair voando??? Fiquei pensando se tivesse visto esse show quando tinha uns 15 anos, acho que ia estar falando até hoje... Fico muito contente em saber que meu maior sonho de adolescência se realizou, que eu nunca me tornasse pagodeira e afins...
E, para variar a subversão tinha que estar presente em mim, só eu estava de camiseta branca naquele lugar... rs
Enfim, tudo perfeito, TUDO!
Uma música??? Hum... Ah, a que faltou...


quinta-feira, 24 de março de 2011

24 de Março de 2011

Dia tenebroso... Último dia de uma das melhores idades que tive na vida!! Achei que ia morrer aos 27 mas não rolou, puxa, nem assim consegui ser igual aos meus ídolos!! Brincadeira, por mais que ela seja dolorosa, eu gosto da vida e do movimento dela. Hoje estou mais estranha que o normal, um monte de coisa acontecendo e eu parecendo estar fora de órbita, como se fosse expectadora da minha própria vida, às vezes tenho receio do que virá pela frente, tem sido tanto tudo ao mesmo tempo agora que parece que não vai haver mais tempo para tudo... Estranha colocação, eu sei, mas vinda de mim é muito mais do que simples... rs
Essa é a última foto que tirei, acho que representa bem quem eu sou hoje, aos 27 anos, vou para os 28 com carinha de quem faz 21 (obrigada Senhor!!!), com mentalidade de quem tem 16 e com a imaginação de quem tem 7 e assiste Doug... Não sei se isso é bom ou ruim, mas me sinto bem tendo me tornado exatamente quem sou, quem gostaria de ser, não sei quem serei nos próximos anos, mas é aí que está a graça, nunca ter certeza de nada, isso me mantém viva. Passei muito tempo achando que as coisas precisavam estar seguras para que pudesse viver, que deveria ficar o tempo todo na política da amizade para não criar nenhum tipo de problema e as coisas não são assim, há um mês mais ou menos ouvi algo que mudou muito minha cabeça, é engraçado que já me disseram isso várias vezes durante a minha vida e eu nunca havia internalizado, até que ouvi e a ficha caiu... Mas acho que caiu porque quem me disse é uma pessoa que respeito muito e admiro mais ainda, uma pessoa que eu gostaria de me parecer quando virar professora. No dia estava conversando sobre o tal do "fale mal de mim, mas fale" e eu como sempre, disse que preferia ser esquecida a ser falada e essa pessoa, que é um professor que trabalha comigo e está nessa vida de sala de aula há mais de 25 anos e é o melhor professor que já vi dando aula em escolas (em faculdade o Emerson ganha sempre), por sua postura com relação aos alunos, suas aulas, como ele trata os funcionários e tudo mais. E ele disse que era bom que as pessoas falassem sim de nós mesmo que seja para falar mal, eu questionei o porquê e ele me contou determinados fatos da vida dele que foram difíceis mas que no final tudo deu certo, porque aquele que é verdadeiro acaba não caindo no mundo do mal, pois não precisa ser delatado, ele é o que é e foda-se o resto! Daí fiquei pensando em como alguém poderia ser tão do mal e falar tão mal de um profissional daquele porte, e caiu minha ficha em não me ligar muito se as pessoas vão me julgar, se vou encontrar algum inimigo na minha vida que vai fazer um pandemônio dela ou algo assim, eu sou o que sou e não tem o que mudar, quem quiser acreditar em mim, sempre estou aberta a vida e quem não quiser, que se lasque também... É difícil entender diversas coisas na vida, mas a que mais me afligiu durante todos esses anos se foi... Sempre fico lembrando dessa história para que não me perca em determinados pensamentos que minha mente doida fabrica...
Essa questão de nunca ter certeza de nada é complicada de ser aceita pela maior parte das pessoas. É difícil lidar com o incerto, com o novo, com aquilo que se cristalizou e quebrou, a desconstrução. Fico aqui pensando sobre muitas pessoas que percebem que seus relacionamentos acabaram e mesmo assim continuam insistindo no erro, chegando a agressão física, moral, emocional. Não é mesmo fácil se reconstruir depois de achar que aquilo seria para sempre, ficam muitas mágoas, muitas tristezas, muitas vezes não nos resta nenhum sorriso, mas o tempo passa e nos devolve tudo e mais um pouco, a vida é muito engraçada, ao mesmo tempo em que ela vai nos tirando ela vai nos dando... A graça está nisso, a falta de certeza do amanhã, o que me faz aproveitar muito todos os meus momentos, não é a toa que tenho tantas lembranças boas guardadas, algumas pessoas se foram, outras chegaram e todas ficam dentro desse meu coração do tamanho do mundo!! Não é a toa que tenho quase 2 metros de altura!! rs
E aqui estou eu, milhares de anos depois ouvindo Doors como se fosse a primeira vez, lembro que, quando era mais nova, passava as entradas dos anos com camisetas de banda para nunca deixar de ser roqueira, eu tinha um medo de começar a gostar de axé que era gigantesco! rs Mas deu certo, continuo com o melhor gosto musical do mundo! Agora passo as entradas de vermelho, afinal existem coisas na vida que precisam andar né?? rs
Enfim, acho que esse é meu último texto dessa idade tão tão bacana... Vamos ver como será essa que se aproxima, não gosto muito das minhas idades pares, tirando meus 16... rs Mas como é uma idade divisível por 7, acho que muita coisa irá acontecer... Yey!!
Uma música para essa idade... É difícil hein?? Quase impossível, mas quando pensei em colocar alguma música por aqui estava tocando uma que sempre me toca... O mundo é estranho mesmo, mas eu SEMPRE fico esperando pelo sol... Waiting For The Sun.

PS: É bom saber que a Gisele Morrison nunca morreu!

domingo, 20 de março de 2011

Vida Loca Vida

Sempre uso essa frase, ela está nos meus albuns de fotos, nas minhas palavras e agora aqui... Uma nova etapa se inicia na minha vida essa semana... Faço aniversário, não direi quantos anos pois depois dos vinte uma mulher não deve dizer mais sua idade... Mas estou novinha ainda... rs Dizem que esse ano, por esse um ano divisivel por 7 será um grande ano, uma amiga me disse que algo grande irá acontecer comigo esse ano e que geralmente acontece entre 3 meses antes e 3 meses depois do nosso aniversário... Enfim, os 3 meses antes se passaram, vamos ver o que me aguarda nos 3 depois... Para falar a verdade aconteceu algo sim antes do meu aniversário, algo que mudou um pouco minha rotina, minha vida, daquelas coisas que dizemos " aí sim fomos surpreendidos novamente!". É uma nova fase que se inicia, agora sim posso dizer que estou limpa de todo o meu passado ruim e posso dizer com toda certeza do mundo: e que limpeza!!! rs Agora só me resta esperar e viver da melhor forma possível, esperar de braços abertos a vida, as alegrias, as tristezas, as dores, os sorrisos... Estava cansada de não sentir mais nada e não conseguir sair dessa maré sem sentimentos... Sim, eu não sentia mais nada, era como se estivesse morta em minha própria vida, sem sentir absolutamente nada, só dores fisicas que apareceram por conta desse processo, quando coração se cala, o corpo fala não é?? Bom, só de pensar no show do U2 já me deixa numa felicidade extrema, é a realização de um sonho de quando eu tinha 15 anos, eu só queria ter a sorte de subir naquele palco e dançar com o Bono... Yey!! Que presente de aniversário hein??? rs Mas não, nem sonho, meu ingresso não é red zone... Se fosse o Bono correria o risco de se apaixonar por mim... Sabe como é, esses gringos adoram uma morena de cabelos cacheados... É legal às vezes ser exótica né?? Eu tenho muita sorte na vida, sempre digo que tenho muita má sorte, mas quando vou ver, as coisas andam sempre da melhor forma possível, eu que penso demais e acabo atrapalhando as situações... É bom quando algo que você não espera acontece, você fica abalada, sem coordenação, as pernas tremem, seu corpo parece reanimar... Até senti vontade de escrever uma poesia... Mas não, eu não escrevi, me faltam palavras... rs
Ontem tinha colocado o poema E agora José do Drummond, eu realmente estava cheia de questionamentos ontem e como disse no final do post, estava daquela forma naquele dia e que não saberia como estaria hoje... Hoje estou com sono, o que nunca é novidade, mas estou tranquila, em paz, renovada eu poderia dizer... É claro que amanhã poderei estar esquisita novamente, eu sou uma turbulência de sentimentos, mas por hoje está tudo ok aqui no reino da Gigi...
Uma música para hoje?? How Soon Is Now...

sábado, 19 de março de 2011

Um Drummond...

E agora, José?


A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
 
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
 
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
 
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
 
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
 
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

Carlos Drummond de Andrade


PS: Acho que me define por hoje... Por amanhã, eu não sei...