"Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Passando o Passado a Limpo

Vivo repassando o passado a limpo... Ouvindo um cd do Red Hot... Agora a pouco estava ouvindo R.E.M. coisa que não costumo fazer mas o som estava me fazendo bem... Minha vontade é de cantar... Realmente cantar ajuda muito a tirar toda a energia do mal que temos dentro do nosso corpo, toda aquela coisa embolorada que fica, energias alheias que vamos pegando, pensamentos ruins e roltos que vão ficando... Essas coisas... E eu tenho precisado muito colocar energias para fora, está tudo tão acumulado que não tenho vontade de fazer mais nada... A decepção com o ser humano, a decepção com o mundo que parece ser sempre o mais do mesmo, com pessoas que eu achava geniais e que são o sempre mais do mesmo... Com aquelas que eu achava que poderia contar e num passe de magica se tornaram outras pessoas... São coisas que a gente acaba acostumando, mas custa muito até isso acontecer... Tenho lido o máximo que posso, me mantém perto da sanidade, que juro quase estar perdendo... Por problemas? Talvez não... Mas por ainda estar procurando um lugar no mundo, custa você saber que sempre estará nessa procura e assim vai continuar por um longo ou todo tempo... Isso chega aser até bacana, pois você não fica parado no mundo e no tempo, você sempre busca mais e mais e mais... Se isso vai satisfazer, eu não sei... Mas não é legal ser uma pessoa vazia... De forma alguma... Californication... Me lembra muito o tempo em que estava na escola, em que não havia nenhuma preocupação, trabalhar, ganhar dinheiro, era tudo tão facil e tão bacana... Mas temos que crescer né? E enfrentar o mundo adulto, que pode ser mais vazio e mediocre do que acreditamos ser. Aerosmith... Dream on... Fase boa, de cartas e conversas de horas ao telefone... Acho que ninguém mais fica horas no telefone como era há alguns anos atrás, todos estamos conctados na www. Mais impessoal ainda, se telefone já o é, imagina por aqui... Fingimos estar conectados há pessoas que não vemos há anos e que vivemos falando que vamos marcar de encontra-las e isso nunca acontece. É bom sim quando esse contato també acontece na realidade, quando se mora longe de determinado amigo, mas que você consiga encontrá-lo de vez em quando na estrada da vida, que consiga ter uma conversa concreta não o só "E aí blz?". Viver talvez seja mais simples do que parece. Vejo o Facebook, cheio de gente, todo mundo quer ver minha vida, mas ninguém está dentro dela, poucos são os que realmente vale a pena deixa meu album de fotos aberto, que quero que vejam minha frases, minha conversas... E muito poucos aqueles que quero ver atualizações, saber se está bem, onde está... A gente acaba filtrando muita gente e muita coisa... Quer dizer, nem todo mundo... Eu costumava não filtrar, mas depois passei a deixar lá só quem me interessa, quem coloca algo decente para se ler, alguém que eu possa levar pela vida a fora... Me fechei também, não sei porquê tanto interesse pela vida alheia... Sempre lembro de uma citação de que as pessoas se preocupam com os outros porque não querem enxergar a elas... Complicado... O maximo do egoísmo... Mas algumas pessoas são assim mesmo e algumas coisas são construídas dentro da nossa história... O eterno homem cordial... Homem cordial esse que me tirou até noites de sono para entender um processo tão arcaico que ainda temos nos dias de hoje... Esse curso de história me deixou mais depressiva do que já era... rs.
Esses dias li uma série de 3 livros que foram feitos para o publico jovem, achei que se tratasse de coisas no estilo Crepusculo, mas o buraco era mais embaixo... O livro fala de política pura e de muita dor também. é a saga dos Jogos Vorazes, que se passam em Panem, um páis que vive sob uma ditadura e que o governo faz todo ano uma edição desses Jogos Vorazes onde cada distrito manda um garoto e uma garota como tributo para morrerem na arena e sobrar somente um, para relembrar quem é que manda e evitar uma rebelião. E daí só pode ficar pior, pois sabemos na vida que sempre existem aqueles que sem opoem ao governo e que se tornam rebeldes lutando por alguma mudança de governo, pela queda de um regime e, como já podemos ver em alguns eventos da história, que, muitas vezes mudam-se apenas os nomes, as estruturas permanecem... Não vou falar o enredo do livro, acho que vale a pena dar uma conferida, uma repensada. E sem preconceito... Leitura sempre é leitura... Não consegui encontrar momentos de alegria profunda dentro do enredo, ele te sufoca, ele te deixa triste, vc torce para que o final seja algo magnifico e não, é como a vida, tudo seguindo um ritmo cinza, morno, meio sem sal... E está aí a grande sacada desse livro... Podemos trazê-lo perfeitamente aos dias de hoje, poucos são aqueles que estão juntamente conosco, aqueles que achamos que sempre serão nossos se perdem na primeira esquina, se vendem a preços tão baratos e em nome de nada que deveriam virar poeira... Sim, eu odeio o Gale... rs E algumas atitudes da mãe dela... Apesar de entender algumas coisas que a mãe faz... Existem pessoas e pessoas, cada um lida com a dor da melhor forma possivel para si. É complicado, mas a cabeça entra meio que me parafuso... Assim como a nossa ao ler, parece que você vai sendo rompido assim como a Kat, nossa heroína... Eu tenho achado que minha cabeça vai rachar... Mas vamos até onde as coisas vão, muitas vezes é bom perder a sanidade, pois esse mundo que se diz moderno é o atraso em pessoa!
Enfim, vamos seguindo, fiquei meses sem conseguir escrever aqui e colocar as ideias em ordem, talvez por isso que estou tão sem sanidade... E o tempo corre, ainda bem, quero muito que chegue o fim desse ano, desse ciclo que talvz nem tivesse que ter sido começado...