"Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais um grude na minha cabeça...

Brain Damage
Pink Floyd

The lunatic is on the grass.
The lunatic is on the grass.
Remembering games and daisy chains and laughs.
Got to keep the loonies on the path.

The lunatic is in the hall.
The lunatics are in my hall.
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more.

And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon.

The lunatic is in my head.
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'till I'm sane.

You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.
And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear.
And if the band you're in starts playing different tunes
I'll see you on the dark side of the moon.

"I can't think of anything to say except...
I think it's marvellous! HaHaHa!"

URSS

Aqui, nas minhas leituras engenharianas me deparei com uma coisa, eles tocaram na URSS, que coisa mais alternativa né? Bem na guerra fria, uma banda de rock brasileira, indo tocar na Russia, exatamente quando todo mundo ia tocar no States, minha banda predileta vai direto ao pote! Já fiquei pirando e me imaginando na URSS na época da Guerra Fria, até me arrepia particpar de algo importante na historia do mundo, não que eu não participe de alguma coisa, mas parece que vivo numa época em que nada acontece, em que não temos pelo que lutar, em que estamos todos cegos, é complicado... É claro que sei que tem muita coisa a mudar, talvez mais do que antes, mas nos deixaram surdos e mudos, vivemos a pós ditadura e pastamos por conta dela, somos burros porque começaram a nos emburrecer lá atrás e quando falo sobre isso me mandam calar a boca e dizem que é mentira. Mas não é... Poxa...

Humberto

Acho engraçado como as pessoas podem nos influenciar, acho que muito do que sou, do que fui influenciada vem da musica, em especial do rock. Estava aqui lendo um livro sobre o Engenheiros, que não é novidade ser minha banda nacional predileta, que vive em pé de guerra com The Doors para o primeiro lugar musical da minha vida. Estava aqui pensando em quanta coisa que li depois de ter conhecido Engenheiros, li muita coisa que o Humberto citou em suas letras e em seus dizeres por aí, cresci muito com essas leituras e sou muito grata a tudo isso. Eu poderia ter sido influenciada por outro tipo de musica, poderia estar dançando funk por aí loucamente, mas não, gosto mesmo de uma boa guitarra, Deus existe e ele me salvou no momento certo! Engenheiros foi uma das primeiras bandas que comecei a gostar, influencia de uma amiga que tive aos 12 anos de idade, ainda temos contato, mas não tanto como naquela época, sinto saudades de quando eu tinha medo do Jim Morrison e ela ria de mim. Adoro essa coisa de intertexto, o rock nos leva a isso, as letras são cheias de livros que estão cheios de livros e cheio de mais livros... O maior medo da minha vida é morrer sem ter lido pelo menos 80% do que planejo ler durante meus dias. Acho engraçado como nós, roqueiros somos vistos pela sociedade, como um bando de drogados burros, ignorantes, adoradores do diabo e bebados. Mais engraçado ainda é que os melhores papos que tive na vida foram com pessoas adeptas ao rock, são as que mais leem, as que mais produzem poesia, contos, romances... Nunca consegui ser muito abstrata com as pessoas que gostam de funk ou dessas coisinhas de moda que vejo por aí, a unica coisa que ouço com frequência deles é que eu sou doida e revoltada. Como se fosse anormal não se conformar com o mundo do jeito que ele tá, como se fosse anormal querer mudar o mundo, querer viver... Eu vivo numa prisão, seja de pensamentos ou de ações, venho de uma família careta, às vezes parece que todas as ações estão sendo coordenadas por alguém, um big brother ou algo assim, como se eu não pudesse pensar por mim mesma. É complicado. Mas voltando enfim ao incio, acho bacana ter me tornado quem me tornei através do rock, ter visto um mundo de possibilidades dentro de uma musica só. Existem horas em que queria ser burra, afinal sofreria menos, mas ir junto com a maré nunca foi meu feitio, sou assim desde pequenina, sou a fúria dentro de mim mesma, não ia rolar ficar por aí rebolando loucamente para um bando de macho que só quer saber de carne... Isso não...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Truman

Passei a virada do ano na praia, eu nunca tinha ido a praia! É verdade, meus pais me privaram daquela maravilha e sim, é imperdoável, principalmente porque eu amei aquilo!! O barulho das ondas, a água, a brisa, a areia, a paz, a tranquilidade que aquilo me trouxe... Ainda mais para a minha pessoa, que não consegue ficar parada um minuto sequer... Estou renovada e totalmente vazia de coisas ruins... Bom, o titulo do texto... Sim, é Truman porque eu só conseguia lembrar dele, a primeira coisa que disse quando vi o mar era que queria chegar lá no fundo para abrir a portinha e sair, assim como o personagem Truman do filme The Truman Show... Eu olhava o mar e me sentia o Truman, porque eu não sei, mas lembrei e já fiquei pirando loucamente em 1984 do Orwell e em tudo o que esse livro carrega...