Assisti esse filme pela primeira vez há uns 3 anos, quando o vi só sabia chorar, baixei a trilha sonora e não parava de ouvir a música chamada "The End Of The World" de Skeeter Davis, nunca tinha ouvido algo tão triste, se a pessoa já está mal, quando ouve piora, olha, ela entrou exatamente onde ela deveria estar dentro do filme. E ficava ouvindo e sentindo uma angustia, porque esse filme me marcou muito, essa questão do suicídio ainda era muito forte na minha vida, não, eu NUNCA tentei cometer suicídio e acredito que nunca farei, mas passei por uma experiência com alguém que era muito próximo a mim. A pessoa não morreu não, eu cheguei a tempo de levá-la ao hospital e tudo ficar numa boa. Quer dizer, acho que depois de uma tentativa de suicído as coisas nunca voltam ao normal, tanto para quem passa quanto para quem está ali perto. Enfim, eu só sabia chorar vendo o filme, me tocou muito, no entanto que demorei muito tempo para poder revê-lo. Revendo, vi algumas proximidades com o "Um Estranho No Ninho" que aparecerá por aqui assim que tiver a oportunidade de rever. Assim como Um Estranho, Garota se ambienta na década de 60 dentro de um hospício, não tem como falar em outra denominação a não ser essa, não tenho direito na lembrança, mas acho que a do filme em que estrela Jack Nicholson a intituíção era pública, enquanto a da nossa querida Winona Rider era particular, algumas cenas são as mesmas: "Medication time" e lá vai aquela fila de pessoas perdidas no mundo tomar seus remédios, o que me deixou muito entristecida foi pelo fato de vários tipos de doentes mentais estarem juntos, uma pessoa com depressão juntamente com pessoas que não vão mais voltar a si, se é que um dia estiveram nessa condição. A questão do choque, isso é muito forte, porque as pessoas nunca voltam ao normal depois de tamanha crueldade, não tenho nem noção de quem inventou isso, porque inventou isso, mas tenho a impressão de que porque fazemos ligações elétricas dentro do nosso cérebro, mas até aí ficar levando choque para ver se voltamos ao normal é outra coisa. Nunca conheci alguém que tenha passado por essa situação, mas já o que vi nos filmes me foi suficiente. Fiquei pensando muito na questão da depressão, de alguns disturbios, de como lidamos com as situações e como que, com o tempo começamos a ver as coisas de formas diferentes. Daí acabei lembrando do filme "Geração Prozac", em que a personagem princiapl começa a tomar Prozac para arrumar sua cabeça e sua vida, desse eu lembro muito pouco, lembro mais do entendimento que tive do que os remédios para depressão fazem com a gente e esse eu também vi na mesma época e também me bateu forte. Voltando ao Garota, como somos sensíveis né? Como temos disturbios mil e como muitas vezes não conseguimos sair desse tipo de ciclo... A personagem principal tinha um distúrbio chamado Borderline, e é claro que lembrei da música da Madonna, Borderline, rs e ela foi passar um tempo em um hospício para poder se recuperar e superar isso. Chegando lá ela conhece uma doida Sociopata, que nada mais, nada mesmo que Angelina Jolie, eu fui ver esse filme porque uma amiga me disse que ela não era só a garota que fazia filme de video game, e não é que ela é uma atriz maravilhosa? No meio dessa amizade as duas fazem loucuras dentro da insituíção e fora dela. A personagem da nossa querida Angelina fala um pouco além do necessário, deixando as pacientes em estado de tristeza profunda, comoaconteceu com uma delas e que culminou na música que comentei no começo do texto. E quando Angelina ouve o que tem que ouvir grita feito uma doida de tanta dor dentro de si. Tudo sinal da doença que a acomete. Não tem como não fazer um paralelo com o Geração, pois elas tomam muito remédios para curar suas dores internas, antigamente eu achava que essas drogas eram enganadoras, que as pessoas ficavam viciadas nelas, mas não, elas servem para que as pessoas consigam se reorganizar, logo quando começam a tomar esses medicamentos a atenção a essas pessoas deve ser redobrada, pois como efeito colateral temos a tendencia suicída, imagina um suicida tomando isso o transtorno que não é, e disso eu sei bem. Mas com o tempo, como ele tira um pouco da ansiedade do paciente e lhe dá ânimo para viver, a pessoa, claro que acompanhada de terapia passa a rever sua vida e a superar seus problemas e dores internas, com o tempo elas vão parando de tomar o remédio e passam a ter as rédeas de sua vida. Como cada um de nós é um universo, cada um tem seu tempo para poder cicatrizar essas dores e alguns não cicatrizam nunca. É muito complicado quando se trata de dores internas, cada um sabe onde seu calo aperta e o que é muito grande para você pode ser pequeno aos meus olhos, o duro é encontrar um respaldo e pessoas que nos entenda, que nos veja com outros olhos para que nos ajude. É um filme que vale mais do que a pena ser visto e revisto, vale a pena pensar e discutir sobre essa questão do interior, ds doenças que nos acomente e que podem nos levar até dar cabo de nós mesmos de também falar sobre as instiuíções que abrigam essas pessoas. Enfim...
Garota, Interrompida
Título original: Girl, Interrupted
Duração: 127 minutos (2 horas e 7 minutos)Gênero: Drama
Direção: James Mangold
Ano: 1999
País de origem: EUA
Sinopse: Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.
Fonte: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=642
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