"Sou como você me vê... Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)

domingo, 15 de agosto de 2010

Bienal do Livro 2010 - SP

Ontem compareci a famosa Bienal do Livro. Filas imensas, comida caríssima, sério mesmo, R$ 4 num pão de queijo sem vergonha, pequeno e frio, uma garrafinha de 300ml de água por R$ 3 é um absurdo. Portanto, quem pretende ir a Bienal, leve seu lanche na bolsa, porque, só com a comida, você deixará de comprar algum livro... Nas livrarias também encontramos inúmeras filas, mas nada de anormal se tratando de uma feira gigantesca de livros. Esse ano ela está cheia de surpresas... Vários livros de vampiros, vários lançamentos, até que fim começamos a ver tanta coisa sendo traduzida e lançada simultaneamente aqui no Brasil e no mundo. As palestras estão super legais, vi uma que me deixou feliz, foi com o Bejamin Moser e a Beth Goulart falando sobre a Clarice Lispector, já que Benjamin escreveu sua biografia mais conceituada e Beth que esteve em cartaz com uma peça sobre a vida de Clarice, aqui em São Paulo. Ao que parece ela retornará a se apresentar aqui em São Paulo para outra temporada, mas não consegui achar onde será... Assim que descobrir colocarei aqui no blog. Sinto muita falta de estudar literatura. Amo História, mas ela anda juntamente com a literatura em minha vida e ter visto essa palestra me deixou em êxtase, além de ser literatura, também era sobre Clarice Lispector, uma das minhas escritoras prediletas, daquelas que a gente lê e fica meses sentindo seus personagens, sua trama, seu enredo, sua sensibilidade. Não tem como não nos identificarmos com alguma personagem sua, com algum pensamento seu, ela parece ter falado sobre tudo o que sentimos dentro de nós e que não colocamos para fora, nossos pensamentos e desejos mais secretos. Acho que fiquei grávida de Clarice novamente, estou louca para ler algo que ainda não li, para reler alguns dos meus livros prediletos que ela escreveu... Sinto não poder ter tempo para ler tanta literatura quanto gosto... Fico pensando se vou viver tanto para ler tudo o que quero... Seria uma pena morrer e não ter lido as milhares de coisas que quero ler...
Na sexta quem estava lá presente foi a minha querida amada Lygia Fagundes Telles, também comentada na palestra de ontem, pois ela era amiga de Clarice. Tive a oportunidade de conhecer Lygia há 2 anos atrás numa palestra no centro cultural do Banco do Brasil sobre as mulheres na literatura e ela falou sobre Capitu, do romance machadiano "Dom Casmurro". Ela é maravilhosa, uma senhorinha linda e super sensível, daquelas que a gente quer ter em casa para dar boas risadas ao ouvir as histórias de sua vida. Uma pena não tê-la visto. Ela é outra escritora que mexe diretamente comigo, com o fundo da minha alma. 
O que me deixa triste em estar numa feira dessas é que a maioria das pessoas leitoras desse país tem alto poder aquisitivo, que são poucos os pobres que compram ou leem livros. Acho que foi por ver tanto esse tipo de situação que resolvi ser professora... O mínimo que eu fizer será de grande ajuda num país onde poucos tem muito e muitos não tem nada.
Não pude comprar muita coisa, estava sem dinheiro e sem cartão de crédito, mas tinham muitos livros em promoção lá, para quem quisesse assinar revistas está melhor ainda, várias revistas por preços baixos. Enfim, vale a pena ir na Bienal desse ano, tanto para conferir as palestras, quanto para fazer compras, agora para comer não, filas, comer sentado no chão, preços altos... Complicado...

Um comentário:

  1. Brigadão pela dica Gi....me diga depois se haviam livros sobre moda e historia na Bienal, quero ir nesta semana....

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