Acabei de ler os dois volumes do Mate-me Por Favor. Gostei muito mas achei muito negativo. Em um primeiro momento só fiquei pensando na questão das drogas e imaginando a vida que Iggy Pop, David Bowie, Patti Smith, Lou Reed, Dee Dee Ramone e outros mais levavam... Daí fiquei meio triste, pois parece que eles nunca ficavam numa boa, que sempre estavam drogados e atrás de confusão. Aquela coisa de abrir as portas da percepção desapareceu loucamente e também fiquei pensando em como esse povo sobreviveu, pela leitura vi que muitos morreram por conta do abuso das drogas, muitos eu já conhecia e outros não, e esses que continuaram vivos, não sei como estão... Mas além de toda a loucura, a busca de viver intensamente o tempo todo, a dor de viver, a busca pela euforia também temos muitas coisas boas. Hoje acordei e fui ouvir David Bowie, fui ler algumas de suas letras e, puxa, não tem como não gostar daquilo, cada letras linda, cada poesia maravilhosa, fico pensando se ele escrevia essas letras são ou se estava conectado com o outro mundo. Mas também penso nessa questão de como ser muito sensível e especial pode atrapalhar a vida das pessoas. Esses escritores, compositores, artistas sofrem muito, eles vivem em desalinho com o mundo e isso não deve ser algo muito fácil de entender. Se eu, que sou uma reles mortal às vezes quero me entorpecer para esquecer o mundo, imagina alguém que vive numa sintonia mais sensível?
Para quem gosta de rock é uma boa leitura, o livro é feito com depoimentos das pessoas que viveram na época tratada no livro, o interessante é como a narrativa flui, mesmo sendo um apanhado de depoimentos. Para quem não gosta, provavelmente é uma leitura cansativa, pois além de não conhecer as pessoas presentes na narrativa também vai ficar pensando que o rock é só drogas, como a maioria das pessoas pensam... O tempo passa e as pessoas parecem não mudar...
Só é preciso ter uma visão diferente dos fatos, como foi dito acima, o livro me passou uma visão muito negativa do que aconteceu na época, por mais que sejam depoimentos de quem viveu na época, aquele que edita o livro escolhe aquilo que quer colocar e acho que faltou ele colocar coisas felizes, muita coisa boa foi produzida e isso ficou apagado, o que dá mais sujeira ainda para o movimento punk.
PLEASE KILL ME Vol. 1 e 2
Legs McNeil
Gillian McCain
Gillian McCain
Tradução de Lúcia Brito
Esta é a história definitiva e nunca antes contada sobre os anos 70 e a Blank Generation. Narrando o nascimento do qe hoje se chama punk, desde a Factory de Andy Warhol até o Max’s Kansas City nos anos 60 e 70, chegando ao Reino Unido nos anos 80, os autores, Legs McNeil – que cunhou o termo punk – e Gilliam McCain, apresentam a explosiva história do mais incompreendido fenômeno pop. Fluentemente, construído a partir de um coro de vozes, Mate-me, por favor é uma história oral que possui todo o ritmo narrativo e a excitação de um romance.
Em centenas de entrevistas com todos os personagens originais, incluindo Iggy Pop, Patti Smith, Dee Dee e Joey Ramone, Debbie Harry, Nico, Wayne Kramer, Danny Fields, Richard Hell e Malcolm MacLaren, penetra-se nos camarins e nos apartamentos para reviver o que começou nas entranhas de Nova York como uma pequena cena artística e se tornou um verdadeiro momento revolucionário da música. Mate-me, por favor começa quando o CBGB’s e o Bowery eram uma legítima terra de ninguém; revive os dias de glória do Velvet Underground, Ramones, MC5, Stooges, New York Dolls, Television e Patti Smith Group e disseca a morte do punk – quando este se torna manchete de jornais e uma nova onda para retardatários.
Fonte: http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=527090&ID=188392
http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=527090&ID=737373


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